"sua realidade segura por um fiapo de cabelo"

Vídeo

Pela Educação! Contra a política de educação do governo Alckmin 07 de outubro de 2013

“Escuta o que vou te dizer… Geraldo Fascista vá se fod3r e leva o Cabral, com você. o balance, balance.”

“O professor é meu amigo mexeu com ele mexeu comigo”

“Da copa, da copa eu abro mão, eu quero meu dinheiro pra saúde e educação”

“Vem, vem, vem pra rua vem contra o Governo…”

“Lutar… Criar… Poder Popular…”

“não estudou, vá estudar, pra não virar policia militar.”

“Fascistas! Fascistas! Não Passarão!”

“Só olhar não vai mudar…”

“O Povo unido não precisa de partido…”

Anúncios

Vídeo

“saia deste corpo que não te pertence…”, Gorfando o patriotismo e o nacionalismo.

A humanidade e os povos não tem fronteiras, somos a mesma espécie de animais classificados como humanos, esta é uma das únicas certezas que somos. E pertencermos a este bioma ou este organismo vivo que é o ambiente a nossa volta, animais e todos os seres vivos que dividem os espaços e ambientes conosco. Sem esquecer que nós seres humanos também fazemos parte deste organismo vivo.

gorfando_o_patriotismo

Além de não importar em qual parte do globo e em que terreno você nasceu, aquela terra como unidade nacional, foi limitada por uma ideia de criar uma possível unidade agremiando os povos com culturas distintas, autenticas e únicas, que pouco cabem numa fronteira espacial, apenas flutuam em muitos espaços comuns.

Não podemos nos limitar a crer nessa ideia de fronteira e nem conceber ou legitimar esses símbolos ideológicos nacionalistas criados, junto com a carga cultural de culto aos “heróis nacionais”. Desconstrua essa ideologia carregada que todos aprendem desde pequenos, cultuando nas escolas, com os esportes massificados e televisionados, e também em muitas outras esferas.

Sobre o futebol e Copa, o vemos como um controle ideológico, devido a grande especulação televisiva e da cultura de ser espectador, massificada pelos meios midiáticos, se não fosse esse além de exaltar a competição e a vitória a todo custo no futebol, e trazer com ela a ideia nacionalista pouco evidente para os leigos sobre a copa, de dividir os esportista por uniforme, bandeira e hino, e por fim promover uma competição.

Contudo há o paradoxo que valoriza a multiculturalidade, em que o sujeito esportista ao dividir espaços, socializar e ter contato com diversas culturas autenticas, outras concepções de mundo de sujeitos de várias regiões do globo, com isso é possível que ele, o esportista, caia em si sobre a fraternidade dos povos. Essa agremiação de povos é saudável.

Mas há toda uma carga negativa de uma esfera falsa criada, pois seu objetivo (a COPA) é o lucro e a partilha com os patrocinadores, ou seja, custo social ZERO, além de promover alta militarização dos lugares onde há a Copa, o dinheiro público é investido em armamento, sob o pretexto antiterrorista. Além de o Estado socializar com a população os custos dos Estádios, promove remoções forçadas e violentas, violações dos direitos humanos e não promove em variável alguma a seguridade social.

Quanto ao telespectador ou espectador que está no estádio ou em casa, a limitação da quadra é o que repercute à população: competição, bandeira e hino (valorizando os símbolos nacionais, processo de educação ideológica nacionalista), e diferença dos povos por uniforme carimbado com a bandeira nacional.

Podemos destacar o processo constante de valorização ou massificação da cultura futebolística, que está ligada ao Estado, é promovida constantemente por gerações e gerações de governos, democráticos e não democráticos. Observamos como aspectos resultantes: a grande doutrinação da população à cultuar este esporte massificado com a televisão, com o comércio de itens ligado ao futebol, promovendo a ideologia competitiva, o uso de símbolos nacionais e sua ostentação, a legitimação de fronteiras e Estados, além do grande Capital envolvido com o evento. O indivíduo alienado e ignorante que usa os símbolos nacionais em paralelo a idolatria ao futebol, que muitas vezes pouco sabe da origem dos símbolos e qual cultura ostenta, além de ser ignorante quanto a história do símbolo, pouco está ciente que está de acordo com senso comum. Também sem saber que está flertando com a construção ideológica nacionalista; militarista; traz um tanto de aspectos da cultura do velho Estado Monárquico; de uma velha República; de violência, segregação, escravidão, extermínios, pena de morte, de oligarquias e por fim capitalista rudimentar e de Estados não democráticos.

Sobre a bandeira, desconstrua e ajude a desconstruir, esclareça outros a sua volta, sobre essa ideologia dos símbolos nacionais e o patriotismo. Seja pela humanidade, fraternidade e irmandade dos povos, sem fronteiras, sem bandeiras.

ANTI_NACIONALISMO

Encontrei essa figura com o seguinte texto abaixo, esclarece sobre o significado dos símbolos. Adicionei algumas informações entre chaves “[ … ]”.

Fonte: http://www.anarquista.net/evolucao-da-bandeira-brasileira/

“Quando o Bra$il se tornou “independente” e quem assumiu o trono foi a própria família imperial portuguesa, esta foi a bandeira adotada, O verde é a cor da casa imperial de Bragança e o amarelo a cor da Casa de Habsburgo. O losango é uma referencia a maçonaria.

280px-Jean-Baptiste_Debret_-_Bandeira_e_pavilhão_brasileiros_(detalhe)

Fig 1. [Bandeira do Império do Bra$il, por Debret].

Esta é a Bandeira provisória da República que foi “proclamada” por “militares”[a rústica ordem armada e bélica daquela época] sem participação popular e sem nenhuma resistência por parte da família imperial, estranhamente as cores da casa imperial ainda são mantidas e pelo desenho da bandeira fica clara a influência externa nessa ação militar.

Flag_of_Brazil_15-19_November.svg

Fig 2. [Primeira Bandeira Republicana, criada por Ruy Barbosa, usada entre 15 e 19 de novembro de 1889. (Fonte: Wikipedia / em outubro 2013)].

Essa é a bandeira atual adotada por positivistas militares é a mesma bandeira do império onde além da referencia maçônica se vê ao centro o cruzeiro do sul como uma forma de ressaltar o poder da religião católica sobre o povo.

de ponta cabaça mesmo.

de ponta cabaça, contra o nacionalismo que ela ostenta.

Fig 3. [Foi criada uma nova bandeira nacional, em 19 de novembro, com o lema positivista, “Ordem e Progresso”. Foram mantidas as cores verde e amarela da bandeira imperial. (Fonte: Wikipedia / em outubro 2013).]

E você aprendeu na escola que o verde eram as matas e o amarelo o ouro… Nas manifestações não levem bandeiras não cantem o Hino Nacional! O ufanismo e o patriotismo são valores fascistas que a extrema direita adora! (…) Essa revolta não é nacional é mundial [global]! Contra todo um sistema!”

Sobre as Ruas e o contexto político atual, segue a letra para reflexão:

Hino à Rua – Letra

Ela é mais que o asfalto onde eu piso
Ela é o caminho que nos leva à liberdade
Quando os povos oprimidos a conquistam
É a parte mais bonita da cidade
É ela quem escuta os nossos gritos
O riso, o choro, o lamento de dor
As bombas, disparos, os golpes brutais
De quem pratica a guerra e fala em paz

[Refrão]
Ela é dos cantos, das batucadas
É o povo unido quem a detém
É das bandeiras, das barricadas
Ela é de todos porque é de ninguém
Não é dos chefes, nem dos patrões
Não é uma posse, não é um bem
Nem dos Estados, nem das nações
Ela é de todos porque é de ninguém

OUÇA E ASSISTA ::

Hino à Rua — Canção das manifestações de junho e julho (2013). | Música e Video :: Coletivo Baderna Midiática | Música inspirada na canção da resistência italiana ao fascismo – Il Ribelli Della Montagna.