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“saia deste corpo que não te pertence…”, Gorfando o patriotismo e o nacionalismo.

A humanidade e os povos não tem fronteiras, somos a mesma espécie de animais classificados como humanos, esta é uma das únicas certezas que somos. E pertencermos a este bioma ou este organismo vivo que é o ambiente a nossa volta, animais e todos os seres vivos que dividem os espaços e ambientes conosco. Sem esquecer que nós seres humanos também fazemos parte deste organismo vivo.

gorfando_o_patriotismo

Além de não importar em qual parte do globo e em que terreno você nasceu, aquela terra como unidade nacional, foi limitada por uma ideia de criar uma possível unidade agremiando os povos com culturas distintas, autenticas e únicas, que pouco cabem numa fronteira espacial, apenas flutuam em muitos espaços comuns.

Não podemos nos limitar a crer nessa ideia de fronteira e nem conceber ou legitimar esses símbolos ideológicos nacionalistas criados, junto com a carga cultural de culto aos “heróis nacionais”. Desconstrua essa ideologia carregada que todos aprendem desde pequenos, cultuando nas escolas, com os esportes massificados e televisionados, e também em muitas outras esferas.

Sobre o futebol e Copa, o vemos como um controle ideológico, devido a grande especulação televisiva e da cultura de ser espectador, massificada pelos meios midiáticos, se não fosse esse além de exaltar a competição e a vitória a todo custo no futebol, e trazer com ela a ideia nacionalista pouco evidente para os leigos sobre a copa, de dividir os esportista por uniforme, bandeira e hino, e por fim promover uma competição.

Contudo há o paradoxo que valoriza a multiculturalidade, em que o sujeito esportista ao dividir espaços, socializar e ter contato com diversas culturas autenticas, outras concepções de mundo de sujeitos de várias regiões do globo, com isso é possível que ele, o esportista, caia em si sobre a fraternidade dos povos. Essa agremiação de povos é saudável.

Mas há toda uma carga negativa de uma esfera falsa criada, pois seu objetivo (a COPA) é o lucro e a partilha com os patrocinadores, ou seja, custo social ZERO, além de promover alta militarização dos lugares onde há a Copa, o dinheiro público é investido em armamento, sob o pretexto antiterrorista. Além de o Estado socializar com a população os custos dos Estádios, promove remoções forçadas e violentas, violações dos direitos humanos e não promove em variável alguma a seguridade social.

Quanto ao telespectador ou espectador que está no estádio ou em casa, a limitação da quadra é o que repercute à população: competição, bandeira e hino (valorizando os símbolos nacionais, processo de educação ideológica nacionalista), e diferença dos povos por uniforme carimbado com a bandeira nacional.

Podemos destacar o processo constante de valorização ou massificação da cultura futebolística, que está ligada ao Estado, é promovida constantemente por gerações e gerações de governos, democráticos e não democráticos. Observamos como aspectos resultantes: a grande doutrinação da população à cultuar este esporte massificado com a televisão, com o comércio de itens ligado ao futebol, promovendo a ideologia competitiva, o uso de símbolos nacionais e sua ostentação, a legitimação de fronteiras e Estados, além do grande Capital envolvido com o evento. O indivíduo alienado e ignorante que usa os símbolos nacionais em paralelo a idolatria ao futebol, que muitas vezes pouco sabe da origem dos símbolos e qual cultura ostenta, além de ser ignorante quanto a história do símbolo, pouco está ciente que está de acordo com senso comum. Também sem saber que está flertando com a construção ideológica nacionalista; militarista; traz um tanto de aspectos da cultura do velho Estado Monárquico; de uma velha República; de violência, segregação, escravidão, extermínios, pena de morte, de oligarquias e por fim capitalista rudimentar e de Estados não democráticos.

Sobre a bandeira, desconstrua e ajude a desconstruir, esclareça outros a sua volta, sobre essa ideologia dos símbolos nacionais e o patriotismo. Seja pela humanidade, fraternidade e irmandade dos povos, sem fronteiras, sem bandeiras.

ANTI_NACIONALISMO

Encontrei essa figura com o seguinte texto abaixo, esclarece sobre o significado dos símbolos. Adicionei algumas informações entre chaves “[ … ]”.

Fonte: http://www.anarquista.net/evolucao-da-bandeira-brasileira/

“Quando o Bra$il se tornou “independente” e quem assumiu o trono foi a própria família imperial portuguesa, esta foi a bandeira adotada, O verde é a cor da casa imperial de Bragança e o amarelo a cor da Casa de Habsburgo. O losango é uma referencia a maçonaria.

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Fig 1. [Bandeira do Império do Bra$il, por Debret].

Esta é a Bandeira provisória da República que foi “proclamada” por “militares”[a rústica ordem armada e bélica daquela época] sem participação popular e sem nenhuma resistência por parte da família imperial, estranhamente as cores da casa imperial ainda são mantidas e pelo desenho da bandeira fica clara a influência externa nessa ação militar.

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Fig 2. [Primeira Bandeira Republicana, criada por Ruy Barbosa, usada entre 15 e 19 de novembro de 1889. (Fonte: Wikipedia / em outubro 2013)].

Essa é a bandeira atual adotada por positivistas militares é a mesma bandeira do império onde além da referencia maçônica se vê ao centro o cruzeiro do sul como uma forma de ressaltar o poder da religião católica sobre o povo.

de ponta cabaça mesmo.

de ponta cabaça, contra o nacionalismo que ela ostenta.

Fig 3. [Foi criada uma nova bandeira nacional, em 19 de novembro, com o lema positivista, “Ordem e Progresso”. Foram mantidas as cores verde e amarela da bandeira imperial. (Fonte: Wikipedia / em outubro 2013).]

E você aprendeu na escola que o verde eram as matas e o amarelo o ouro… Nas manifestações não levem bandeiras não cantem o Hino Nacional! O ufanismo e o patriotismo são valores fascistas que a extrema direita adora! (…) Essa revolta não é nacional é mundial [global]! Contra todo um sistema!”

Sobre as Ruas e o contexto político atual, segue a letra para reflexão:

Hino à Rua – Letra

Ela é mais que o asfalto onde eu piso
Ela é o caminho que nos leva à liberdade
Quando os povos oprimidos a conquistam
É a parte mais bonita da cidade
É ela quem escuta os nossos gritos
O riso, o choro, o lamento de dor
As bombas, disparos, os golpes brutais
De quem pratica a guerra e fala em paz

[Refrão]
Ela é dos cantos, das batucadas
É o povo unido quem a detém
É das bandeiras, das barricadas
Ela é de todos porque é de ninguém
Não é dos chefes, nem dos patrões
Não é uma posse, não é um bem
Nem dos Estados, nem das nações
Ela é de todos porque é de ninguém

OUÇA E ASSISTA ::

Hino à Rua — Canção das manifestações de junho e julho (2013). | Música e Video :: Coletivo Baderna Midiática | Música inspirada na canção da resistência italiana ao fascismo – Il Ribelli Della Montagna.