"sua realidade segura por um fiapo de cabelo"

Resenha

Queremos quebrar o tabu e tirar a cortina de fumaça de sua ignorância e resistência a informação, saia de sua moral irredutível!

Receba a informação e os argumentos que podem solucionar problemas sociais sérios que expus em outras publicações. Em dois ricos documentários, cheios de informação, embasamento teórico e prático, vemos a aplicação do modo de lidar com o assunto pela razão e saúde pública, os modelos ao qual sempre seguimos de civilização Eurocentrista. Devemos aceitar a maneira a qual lidam com as ditas “drogas”, nada mais são que substancias naturais e sintéticas semelhantes drogas farmacêuticas, até menos prejudiciais que elas. Sejamos racionais, vejamos os pontos e focos distintos dos quais nossa politica tratou do assunto sem razão e com a ignorância violenta.

FHC, no programa Esquenta, argumenta e pensa o assunto –

Resenhei juntos os argumentos de ambos os documentários “Quebrando o Tabu” e “Cortina de Fumaça“, expus os argumentos principais que direcionaram minha opnião sobre o assunto, sendo contra ou a favor eu aconselho a leitura ou apenas que assista.

Com humor inicio, com um ponto de vista preconceituoso que muitos podem ter compartilhado, ao qual discordo:

Documentário estilo Michael Moore do irmão maconheiro do Luciano Huck, sujeito que deve ter se interessado por cinema e fumava maconha, e talvez o pai descidiu colocar em uma facul de cinema na gringa, e o garoto adiquiriu um jeito peculiar de fazer documentário como dissertar um tema, mas o Cortina de Fumaça é de um maconheiro curioso, mais maconheiro quem fez a trilha sonora, este busca doutores e os empresários a ponto de vender o produto ou a manufatura do canhamo, e expor os benefícios da maconha.

Como solucionar o problema atual da violência ligadas ao narcotráfico. Ou seja, o problema de um mercado negro com comerciantes armados, é outro caminho, apenas termine com o produto, faça diferente.

“Nos anos 70, os Estados Unidos declararam Guerra às Drogas. O consumo de Drogas, cada vez mais foi definido como um crime punido com cadeia”.

Lutaram e lideraram esta Guerra, Richard Nixon, Ronald Regan e todos os últimos presidentes norte-americanos.

O Documentário inicia expondo a história do homem e o uso da cannabis em paralelo com as antigas civilizações e o uso de outros entorpecentes como o vinho na Grécia Antiga, até o uso medicinal nos dias da nossa civilização contemporânea, até o momento da proibição devido a resistência a contra-cultura hippie que era a maior consumidora de entorpecentes na sociedade da década de 70, a ponto de a proibição ser uma maneira de atingir a resistência política e opositora as guerras do Governo Norte-Americano, para isso Regan, atingiu este grupo buscando o produto consumido por eles.

A partir de então esta se tornou uma guerra ocidental da nação consumidora que busca aniquilar a matéria prima e as plantações das nações produtoras desta. A ponto de ter o apoio e liderança da ONU nesta questão cultural e moral que se aplica nas nações de primeiro mundo com seus paradigmas sociais e cristãos, que ignoram as outras culturas, como por exemplo a cultura andina e a produção da coca, esta que é a matéria prima da cocaína e está presente na cultura andina desde seu surgimento em rituais e crenças.

Então o FHC lidera a argumentação desta questão, como um trabalho acadêmico de um Sociólogo com a visão de um ex-presidente que seleciona os principais estadistas para argumentar junto dele o problema desta guerra, suas causa, o investimento sem retorno e por fim a busca da solução e o foco principal que o combate não é com o traficante e sim com o produto que deve ser tratado de outra maneira.

O documentário é apresentado e organizado de uma maneira que parece uma dissertação acadêmica, na seguinte organização:

Introdução.
A História.
O crescimento do poder do Narcotráfico.
A opressão policial.

Conta com o depoimento de ex-traficante e de um antigo-delegado desta guerra, entrevistados pelo Fernando Henrique que busca de um ponto a outro para colher informações para seu trabalho.

O helicóptero que desvia do tiro dos traficantes no morro.

É uma cidade em volta de um principado que é o Rio de Janeiro, uma cidade isolada da realidade.

Detalhes da Guerra e da população que sofre com essa violência entre facções rivais e a polícia, sofre entre esse combate que em consequência atinge o povo vulnerável a balas perdidas que resultam em um problema e um trauma social muito mais pesado do que qualquer problema causado em um usuário de droga.

Argumentação do problema e a política penal e suas falhas.

O médico Dr. Drauzio Varela, médico voluntário do Carandiru, expões os problemas dessa política de guerra que não funciona a ponto do crack que é atualmente a pior droga presente na sociedade não consegue ser vencido pelas operações policiais. Depois argumenta o comércio que é feito pelo próprio usuário que pode lucrar pouco com um produto que é extremamente valorizado.

FHC nos Estados Unidos colhe o depoimento do ex-presidente Bill Clinton, antigo líder da nação consumidora que liderou esta cruzada moral e política de uma guerra civil e mundial contra as drogas que nada mais são que um produto que caminha junto da humanidade. Expõe como não foi vitoriosa e foi a pior experiência proibicionista do governo dos EUA na década de 20, esta proibiu o álcool, o consumo e a venda. Exibem as consequências desta política e diante do crescimento do poder das facções ou máfias que cuidavam desde mercado negro que ascendeu de uma maneira violenta a ponto dos EUA terem de acabar com a proibição para solucionar este problema e extinguir o poder das máfias.

Argumenta o Ernesto Zedillo (Presidente do México 1994-2000), esta que é uma das maiores nações fornecedoras de drogas aos EUA, que em troca é o maior fornecedor de armas, que faz um ciclo constante:

O usuário (EUA) compra Drogas (MEXICO) vindas do México vendidas pelo Cartel de Drogas (MEXICO), este que compra armas dos EUA, e tudo isso tem como conseguência a violência nestas duas nações que partilham um comércio e um capital de giro vindo do consumo e que alimenta a violência devido a opressão do ESTADO que não permite tal transação comercial, de maneira que a opressão culpa o usuário e não compreende que isto é uma guerra perdida que recebe muito mais investimento que a educação, devido a um paradigma moral estabelecido em um outro momento da história Norte-Americana. Depois o momento mais crítico que é ignorado na opressão e no combate:

“Toda a culpa é atribuída à oferta e nunca à demanda.”
Carlos Fuentes – Escritor Mexicano (19:13)

E esta guerra é uma das maiores causadoras dos problemas sociais das nações produtoras que possuem uma organização narcotraficante extremamente forte e poderosa que chega a ser tão armada e poderosa que as nações que a combatem, como acontece na Colômbia, onde os narco-traficantes mais poderosos já estão ligados a política. Assim como expõe o Presidente da Colômbia César Gaviria (1990-1994), este que teve seus candidatos opositores mortos, sua irmã assassinada e um irmão sequestrado. Mostra como as redes narcotraficantes são os piores problemas em torno da sociedade que é molestada por essas redes mafiosas para nós.” (0:24:07). E esta guerra destrói plantações de coca da população colombiana que cultiva a centenas de anos por suas razões culturais e sagradas, e não atinge diretamente redes que estão ligadas aos crimes de sequestro que permitem o acumulo de capital para armar estes grupos de comerciantes de um simples produto consumido por uma parcela da população mundial.

Assim como um andino argumenta que a questão da proibição é uma cultura que oprime e massacra uma cultura mais fraca, “(…) Mascar a folha de coca é um ritual ancestral e sagrado população que sofre com essa destruição do cultivo que atinge também a plantação de alimentos e outros produtos cultivados.”

Fernando Henrique entrevista um Médico Voluntário do Carandiru, renomado Drauzio Varela, que simplesmente afirma que não haverá cadeia para tanta gente, para o antigo presidente e sociólogo, além disso mostra que há o uso de drogas na cadeia. O comparativo é feito com o Presidio de Segurança Máxima de Nova York (USA). Drauzio fala da impossibilidade de cura que não existe para a paciente (ao falar de drogas como o crack), e mostra como está presente o trafico e o uso na cadeia, esta que é vigiada e contralada de maneira rígida pelo Estado armado.

Logo seguimos ao depoimento de um ex-presidiário, este fala do sistema penal. Que não adianta nada a reclusão a ponto da cadeia ser como uma formação acadêmica do pior profissional do crime, o Network e a distribuição de vaga para o trafico, este que nada mais é que um vendedor ambulante, que age ou não com violência. E por de trás tem um enorme grupo assossiado do Cartel do poder do comércio da droga, ligados muitas vezes com autoridades políticas, militares e membros do judiciário.

Em sequência passa a dissertar da vida de um ex-policial que vê o fim de sua comunidade depois de encarceirar muitos por uso, posse e por trafico, vê que essa opressão foi feita e dirigida tão violentamente pelo presidente G. Bush, que diz: “que vai tratar disso como um crime que pode destruir sua vida, não importa, isto é guerra, vamos achar lugar onde por tanta gente,” e o policial se enoja ao ver a meta de ao prender, ou seja lucrar com a reclusão da liberdade de um indivíduo, o departamento tem mais lucro com tal ação de reclusão de parcela da população desfavorecida que tem oportunidade de trabalho no crime organizado, e assim torna-se meta de empresa. Assim restringe ao meio social uma grande parcela da população.

“Isso tudo remete ao trafico ilegal e à proibição das drogas” (0:34:25)

Em entrevista o Presidente Jimmy Carther argumenta diversos assuntos com razão e expõe sua experiência falha no combate desta guerra, ao dirigir a nação que liderou o combate global.

Qualquer policial criado na moral cristã ocidental é educado a oprimir o uso do intorpecente leve ou pesado. Embasado neste discurso do qual o intorpecente é ou não mais pesado, o sistema de segurança da Inglaterra estuda o ranking das piores drogas, onde afirma que o tabaco e o álcool são piores que a maconha e esctazy.

Que a sociedade compreenda o argumento do sociólogo preocupado com uma questão ignorada por políticas públicas e tratada com violência. Tais questões devem ser tratadas de maneiras racionais e dialogada junto da população. Contra, moderada ou militante a favor, todos devem expor e compreender o argumento do outro, mas que não sejamos cego, surdo e mudo.

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Vejam abaixo trechos e os documentários “Quebrando o Tabu” e “Cortina de Fumaça”:

Fernando Henrique Cardoso
Sociólogo e cientista político brasileiro, Cardoso foi presidente do Brasil por dois mandatos consecutivos.
Ele comenta sobre uso de drogas e liberdade individual.

Fernando H. Cardoso from COLETIVO PROJECTS on Vimeo.

Fernando Gabeira
Gabeira é escritor, jornalista e político.
Foi descrito pela revista Veja como “o guerrilheiro da lucidez, a materialização das utopias impossíveis”.Nesse trecho da entrevista ele comenta sobre a atual política de drogas.

Fernando Gabeira from COLETIVO PROJECTS on Vimeo.

‪Altas Horas com FHC falando sobre Quebrando o Tabu – ASSIRTIR: PARTE 1 PARTE 2

“Quebrando o Tabu” [DOCUMENTÁRIO COMPLETO] – SITETRAILER

“Cortina de Fumaça” [DOCUMENTÁRIO COMPLETO] – SITEEXIBIÇÃO LIVRE

Cortina de Fumaça from Missawa on Vimeo.

Cortina de Fumaça é um projeto independente, realizado pelo grupo COLETIVO Projects, movido pela vontade de colaborar na construção de uma sociedade mais equilibrada e alinhada com os princípios de liberdade, diversidade e tolerância. O documentário de 88 minutos, traz informação fundamentada para o grande público através de depoimentos nacionais e internacionais.

Busquem maiores informações:

DAR – Desentorpecendo A Razão – Coletivo Antiproibicionista de São Paulo – SITE

Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia – SITE | Documentos da Comissão

Drogas e Democracia: rumo a uma mudança de paradigma – Declaração da Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia – PDF

Quebrando o Tabu e a Comissao Global Sobre Drogas: LINK | OUTROS LINKS | RELEASE EM PDF

Debate realizado pelo Centro Acadêmico 22 de Agosto na PUC-SP com o tema “Legalização, Descriminalização da Maconha, Repercussão na Sociedade e Efeitos no Usuário” com participação do Delegado do Denarc, Dr. Luiz Carlos Magno e do advogado do IBCCRIM Dr. Cristiano Maronna. ASSISTIR

Entrevistas, videos e curiosidades:
Arnaldo Jabor – A descriminalização da maconha
‘Quebrando o Tabu’: drogas ficaram diabolizadas, diz psiquiatra
Diretor de ‘Quebrando o Tabu’: “me olhavam como se fosse maconheiro”
Entrevista de Fernando Grostein Andrade
Entrevista para a Época Cultura
Irmão de Luciano Huck, Fernando Grostein Andrade fala da admiração pelo apresentador
Eike Batista defende
Você é contra ou a favor à legalização da maconha?
JÔ Soares a favor da LEGALIZAÇÃO DAS DROGAS
Gilberto Gil assume fumar
‘Quebrando o Tabu’ fuma, mas não traga
Fernando Henrique Cardoso fala sobre descriminalização das drogas
Hemp – documentário
Super High Me: A dieta da cannabis (Legendado)


Brazil [resenha]

Título original: Brazil

Direção: Terry Gilliam
Produção: Arnon Milchan
Elenco: Jonathan Pryce; Robert De Niro; Katherine Helmond; Ian Holm; Bob Hoskins; Michael Palin; Ian Richardson
Peter Vaughan; Kim Greist; Jim Broadbent
Gêneros: ficção científica e drama.
Tempo: 132min.
Ano: 1985.
País: Reino Unido

Filme Brazil

Esta dramática  ficção cientifica tem grande semelhança na idéia da obra 1984 de G. Orwell. Contudo é extremamente peculiar com o surrealismo presente, fazendo o expectador viajar para dentro do curioso mundo em que se passa a história do filme. Mas sofre com um enredo bem confuso.

O personagem vive em um mundo totalitário, um tanto hierarquizado e burocrata, com particularidades que nunca vi em outra obra, o Estado em que se passa a ficção é bastante repressor a todos que são contra ele. A obra nos mostra e satiriza a tragédia dos valores e dos costumes da modernidade. Distingui de 1984 nas estruturas estatais e de não estar constantemente em guerra. No Brazil o Estado é muito dependente das maquinas e suas tecnologias, ignorando a possibilidade de falhas no seu funcionamento.

A história tem inicio com justamente a falha de uma maquina que imprime o nome de condenados como terroristas (sujeitos contrários ao Estado totalitário), nesse erro ela faz a troca de algumas letras e condena um funcionário publico por engano ou por sabotagem do guerrilheiro condenado. Este personagem condenado erroneamente é filho de uma influente mulher viciada em cirurgias plástica, que passa por bizarros e rudimentares métodos para esticar a pele.

Em paralelo a história há uma outra, em um cenário completamente diferente, como se fosse uma outra vida ou um mundo de sonhos, lá há um romance entre o personagem principal e uma misteriosa mulher que ele busca constantemente encontrá-la, o curioso é que estes personagens voam e se perdem dentro deste cenário fantasioso que mais parece um labirinto verticalizado. Já no mundo real ele busca por ela constantemente.

Curioso é que a única relação entre o filme Brazil e o Brasil é a repetida trilha sonora Aquarela do Brasil.

Esta obra nos faz refletir algo parecido ao que refletimos ao ver o filme 1984, tanto o perigo do controle do Estado sob a população e também critica os valores de nossa sociedade pós-moderna e burocrata.


A Ponte [resenha]

Título original: The Bridge
Direção/Produção: Eric Steel
Gêneros: Documentário.
Tempo: 93min.
Ano: 2006.
País: EUA.

Documentário – A Ponte

Documentário que busca os motivos e a história de pessoas que cometeram suicídio na ponte Golden Gate Bridge de São Francisco.

A equipe do documentário filmou durante um ano, vinte quatro horas por dia a ponte e em pelo menos 2 vezes ou mais por mês algum indivíduo cometeu suicídio neste local, jogando suas peculiares e preciosas vidas ao choque com a água do mar neste triste ponto em que se pode avistar ao longe a ilha da antiga prisão fortificada de Alcatraz. Após isso a equipe tenta reconstruir a vida destas vítimas de suas próprias vidas, partindo do fim ou exato momento de suas mortes a busca de suas histórias por meio do contato com familiares e amigos para tentar compreender o que os levaram a tal nefasto destino.

Das histórias que mais me comoveu é a de um jovem que tem sua história contada por seus pais, este jovem que já tinha tentado findar sua vida por outras duas tentativas sem sucesso, ele afirmava que a terceira seria eficaz e o sucesso desta missão seria sua triste morte e dor ao ser lembrado por seus pais que o amavam, mas compreenderiam sua opção. Há uma fotografia que mostra o rapaz e a ponte ao fundo, em fevereiro de 1982. Tal imagem nos faz pensar na importância deste encontro que fascinou e o fez escolher este local para suicidar-se, a fotografia o exibe com vida no local em que ele acabou com sua vida para libertar seu corpo e sua angustia.

Em um momento o pai comenta a questão que atormentava a consciência de seu filho:
“Ele questionava se as pessoas consideravam o suicídio um pecado. Ele me perguntou isso muitas vezes. “Eu disse que isso é algo inerente de um homem. Pelo menos ele me agradeceu por lhe dizer a verdade. Você sabe, eu não penso que Deus vai responsabilizá-lo por algo que você não pode controlar. ‘Ele disse: Não sei se vou voltar ou não. Se não, fique sabendo que estarei em paz.’”
E o pai conclui falando que não queria que o filho ficasse em uma gaiola dentro de si próprio. Estas palavras exibem a compreensão do pai sobre o problema de seu filho que só se sentiria satisfeito com a própria morte.

Este rapaz pouco antes de cometer o suicídio foi indagado por dois homens que perguntaram a ele se não iria pular, eles acharam que o jovem apenas estava atravessando A Ponte, e suas últimas palavras foram, “É um longo caminho até lá embaixo”, de qualquer maneira chegamos a compreender que o jovem estava sim atravessando a ponte, mas em outro sentido além da compreensão de um transeunte da ponte.

Antes do suicídio ele fez diversas fotos da ponte, provavelmente para exibir o que seu olhos viam. Tais fotos são carregadas do sentimento de um suicida, como se por meio delas ele escrevesse sua carta.

Outra história triste e incrível é a de Kevin, que pulou da ponte e sobreviveu, pois no momento da queda decidiu sobreviver, lutou e resistiu a morte, quase morreu devido as fraturas e hemorragias. Seu pai e ele contam a história dos momentos que antecederam o ato e o que aconteceu após a tentativa de suicídio. Kevin relata suas aflições, agonia e seus tormentos, e os problemas que tem em casa devido o modo que sua família o vê, até hoje ele é acompanhado por ajuda psiquiatrica.

São cerca de seis a oito histórias contadas de pessoas que encontraram seu caminho final na ponte. O documentário nos mostra em seus minutos finais os tristes números da Golden Gate Bridge. No ano da gravação, 2004, foram vinte quatro pessoas que pularam para a morte. Nos últimos segundos eles exibem a lista dos nomes e datas de morte dos suicidas, na qual três corpos nunca foram recuperados.

Gene, outro que findou sua vida na Golden Gate, sua história é contada por sua avó e seus amigos mais próximos, são relatadas suas experiências com os amigos até a sua relação com sua mãe que faleceu pouco antes de seu suicídio. Seus amigos não compreendem sua escolha, mas sua avó foi a melhor a compreender a triste atitude de Gene. No documentário são exibidas cenas em que ele caminha sob a ponte até o momento de seu corpo tocar a água.

Este documentário nos faz compreender quão delicado é este tema do suicídio, que vai além da nossa compreensão, mas está escrito na história de vida destas pessoas carregadas de uma vontade e constante busca para acabarem com seus tormentos, por meio de uma triste solução e incompreendida muitas vezes por seus amigos e familiares.

Site Oficial:http://www.thebridge-themovie.com/new/index.html


Os Famosos Duendes da Morte [resenha]

Título original: Os Famosos e os Duendes da Morte
Direção: Esmir Filho
Roteiro: Esmir Filho e Ismael Caneppele, baseado em livro de Ismael Caneppele
Produção: Sara Silveira e Maria Ionescu
Elenco: Henrique Larré, Ismael Caneppele, Tuane Eggers, Samuel Reginatto.
Gêneros: Drama.
Tempo: 1h35min.
Ano: 2010.
País: Brasil.

Filme – Os Famosos Duendes da Morte

O filme inicia com um garoto assistindo o vídeo de uma linda garota com o namorado (Julian). E pouco antes ele escreveu em seu blog um poema que narra sutilmente toda a história do filme. A trama se passa em uma pequena colônia no Rio Grande do Sul.

Em uma cena extremamente trabalhada pelo diretor, este garoto aparece fumando maconha com seu melhor amigo no trilho de trem que corta a cidade. Esta cena tenta retratar o efeito que o entorpecente causa aos jovens e as alucinações, junto do tempo correndo em velocidade reduzida e prazerosa.

Ao decorrer vemos outra cena delicada, o jovem e seu amigo Diego encontram Julian (namorado da garota Jingle Jangle que estava no vídeo). Após isso ele começa a ter alucinações com a garota e o vídeo da vida dela correndo pela ponte que fica na divisa da cidade com o restante do mundo.


Outro momento ele sonha com Julian, o mesmo que ele havia encontrado na rua, este homem estava tocando flauta, sentado em um banco e iluminado por holofotes, como se estivesse em um show, depois disso o garoto vê a garota de camisola na ponte.

Após o dia passar este jovem escreve em seu blog uma poesia para ela: “Estar próximo não é físico”. Em outro vídeo que ele vê, sua alucinação vai além e ele sente como se estivesse afetuosamente junto dela. Com isso nos mostra como ele se conecta não fisicamente com a garota virtual.

[Trilha Sonora por Nelo Johann]

Por meio do programa de computador de conversa instantânea, MSN, ele tem diálogos com alguém, em suas palavra ele diz querer acabar com tudo isso, a pessoa de nickname “E.F.” responde a ele “na ponte?” “Voe para longe!”. Isto nos faz pensar o que o garoto busca e como irá voar para longe, com vida ou sem ela.

Esta obra tem pouco diálogo, pois as cenas são carregadas de sentimento e de significado que nos fazem compreender toda a trama, já as poucas falas são extremamente poéticas.

Em uma forte cena de um pesado sentimento melancólico, antes do amanhecer o garota passa próximo a casa e Julian e o vê na janela de seu quarto ascendendo e apagando a luz em um pequeno intervalo de tempo. Já ao clarear do dia frio e cinza da cidade, o jovem visita sua avó que o deixa por alguns minutos junto de seu avô que só compreende e fala alemão e o observa com muitas dúvidas, como se não conhecesse seu neto, uma triste contato que mostra o mundo que os separa, pouco antes disso sua avó diz que sonhou com seu jovem neto, em seu sonho ela caminhava próximo a porta de seu quarto e o ouvia chorar. Podemos perceber que sua solidão e tristeza é percebida por sua avó que sente como está seu neto com mais clareza ou com mais sentido que sua mãe que o vê diariamente, mas que mesmo não tem a mesma percepção que a avó.

Logo ao sair da casa de sua avó ele se aproxima da ponte e lá encontra muitas pessoas e inclusive seu melhor amigo Diego, que conta o que houve com a mulher que cometeu suicídio pulando da ponte, esta que está boiando morta na outra margem do rio, enquanto muitos na ponte fazem seu velório enquanto aguardam que o resgate chegue para recolher seu corpo, esta que era a mãe de duas crianças órfãs de pai e agora de mãe, colegas dos jovens na escola. A justificativa dela para tal ato segundo o que dizia em seu bilhete, era que precisava ver o pai das crianças (morto a dois anos). Ao decorrer as imagens mostram os momentos do suicídio. Em uma conversa que o jovem tem com seu amigo enquanto observam o corpo, o jovem diz que parece que a ponte o puxa para baixo. A partir daí ele começa novamente a ver imagens da misteriosa garota com Julian, ambos estão na ponte prontos para pular, então a vemos pular para ela findar sua jovem vida neste ponto de divisão entre a colônia e o caminho que os libertam desta melancólica e fria cidade. Então o Diego, começa a contar o que causou na família o suicídio de sua irmã, esta que é a mesma garota dos vídeos e das alucinações.


Diego fotografa o rosto do jovem sem nome, no momento em que ele salta da mureta da entrada de sua casa, tal cena faz referência quando fala que queria fotografar o rosto deles (suicidas) no momento em que saltam para a morte, pois ele queria ver se no último momento eles se arrependem.

Já em casa o jovem, discutindo com sua mãe por não ter levado flores no túmulo do pai, eles dizem alguma palavras impactantes:

“Mais tarde quando você ver, teu tempo ficou aqui nessa casa” – mãe.
“Dava um tempinho pra você visitar seu pai.”
“O veio já apodreceu e tu fica fazendo visitinha pra ele”
“Se tu não se importa, eu me importo” – mãe.

Na noite da festa junina, evento que reúne toda a colônia, o jovem está só encontra por acaso com o namorado da garota, encostado em seu fusca branco, eles bebem e o namorado da garota fuma maconha, eles decidem sair de lá e ir para algum lugar, sem planos, até que eles chegam ao trágico local da ponte, este mesmo local onde a garota se suicidou, nesta cena podemos ver as lágrimas nos olhos dos dois por lembrar da mesma garota amada por eles, esta ponte parece não terminar nunca, enquanto isso o rádio cruza com duas rádios, uma toca as músicas da festa junina, cantada em alemão e outra que toca a música tema. Depois de atravessarem com grande pesar a ponte que foi o ponto de suicídio de muitos, eles chegam a uma plantação e a atravessam a pé, até chegar em uma rede de distribuição de energia elétrica, lá ambos tem alucinações de serem acariciados com afetos pela garota, próximos aos cabos de alta tensão, os rostos dos três se tocam e a iluminação da cidade ou colônia acaba, provocada por alguma coisa que fica livre a compreensão do espectador.

O garoto aparece na festa com o semblante triste como se estivesse se despedindo de sua mãe, ele dança com ela e a abraça chorando, e some e a deixa aos prantos. Após esta triste cena ele aparece na ponte, como se estivesse se preparando para o suicídio, mas esta obra termina com a silhueta do garoto sumindo aos poucos ao longo da ponte como se estivesse atravessando a ponte para o outro lado e nos fica a dúvida para saber se ele cometeu suicídio ou se foi para fora da melancólica cidade, com destino ao desejado show do Bob Dylan que era
o objetivo do jovem no início do filme.

Esta obra retrata uma melancólica e triste paixão platônica de um garoto pela irmã suicida de seu melhor amigo. A história não está nos diálogos e sim nas imagens fantásticas, que mostram o presente e o passado se encontrando em um paradoxo temporal em uma mente criativa e adolescente de um apaixonado. Esta é uma bela e poética obra de arte que nos comove e busca nos fazer compreender os anseios de um adolescente em uma cidade distante do mundo e voltada para os costumes do passado que se chocam com a realidade virtual e com as novas gerações que querem um mundo novo. A trilha sonora foi escolhida com extremo cuidado pois nos ajuda a conectar completamente com esta obra.

Filme gravado nas cidades de Lajeado, Arroio do Meio, Estrela, Roca Sales, Teutônia e Catiporã, no Estado do Rio Grande do Sul.

Links Relacionados:

Desintegration

Site do Filme: [Link]

Entrevista com o Diretor: [link]

Premiações

FESTIVAL DO RIO
Ganhou
2009 – Redentor de Melhor Filme
2009 – Prêmio FIPRESCI

FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DE GUADALAJARA
Ganhou
2010 – Prêmio Público Milênio de Melhor Longa Iberoamericano de Ficção
2010 – Melhor Fotografia para Mauro Pinheiro Jr. (categoria Longa Ficção)
2010 – Prêmio FIPRESCI


1984 [resenha]

Título original: 1984
Direção: Michael Radford
Produção: Umbrella-Rosenblum Films Production.
Elenco: John Hurt – Winston Smith, Richard Burton – O’Brien, Suzanna Hamilton – Julia.
Gêneros: ficção científica e drama.
Tempo: 113min.
Ano: 1984.
País: Reino Unido

Filme – 1984

O Filme é uma dramática ficção científica, baseada na obra de George Orwell. A história se passa em uma Nação, Estado ou País, chamado Oceania. Que está em guerra por logos anos com a Eurásia e depois com a Estásia, controlada pelo confuso nome de Ministério da Paz, nome conflitante, mas característico na obra, pois faz o jogo de inversão com o nome dos Ministérios e suas funções, como por exemplo, o da Paz (que lida com a guerra), o do Amor (que é responsável pela espionagem, julgamento, opressão e tortura aos contrários e opositores ao regime) e o da Fartura (este que altera dados estatísticos para criar uma falsa noção de fartura, mas que na realidade encobre a escassez dos produtos de todos os tipos), nada mais é que o oposto do que realmente significa. Os Ministérios são responsáveis por manter a harmonia da ideologia do Partido e a população, independente dos meios usados por eles.

Um dos meios mais geniais, bizarros e vergonhosos de manipulação e controle do pensamento da população é a língua, chamada de Novilíngua, criada pelo Ministério da Verdade, mas tal língua ainda estava em construção, porém quando concluída poderia por si só impedir qualquer pensamento e expressão contrária ao regime, pois é composta do paradoxo, duas expressões ou pensamentos conflitantes fariam o uso da mesma palavra e aceitar tais significações opostas, como o caso dos nomes dos Ministérios.


A Oceania passa por um regime totalitário e de controle extremo da população que em sua maioria é operária e são alienadas as suas vontades, pois vivem sob um controle total de suas ações pelo estado, não podendo se relacionar intimamente ou ter qualquer emoção com as outras pessoas. Tal Estado reprime qualquer tentativa ou pensamento que possa ser contra o ele o Grande Irmão que está observando a todos, por meio de uma espécie de televisão que mostra os dois lados, tanto para quem observa como para quem aparece, é como chamamos atualmente de vídeo conferência, como se na televisão houvesse uma câmera, mas muitas das vezes a imagem que aparece é apenas o Grande Irmão, este dispositivo é chamado na obra como Teletela.

Os personagens principais são Winston Smith e Julia, são dois proletários que se relacionam secretamente, pois sexo se não para a procriação é considerado crime, até que a chamada Polícia do Pensamento os descobre e além disso encontra alguns dos escritos e pensamentos de Smith que o condena a prisão, mas após Smith ter recebido um livro com conteúdo criminoso de O’Brien que pertence a um alto cargo do partido. Sendo que este homem, é o mesmo que controla a tortura e a penitência de Smith.

Smith trabalhava no Ministério da Verdade, orgão que cuida da informação, fazendo o trabalho burocrata de refazer a história da Oceania, tornando todos os feitos eternos, infalíveis e limpando qualquer vestígio de erro do Partido, refazendo ou retificando  documentos, notícias e outros dados que possam ser diferentes da verdade presente do Partido. Este personagem sofre com a falta de suas lembranças da infância, ou de anos anteriores a mudança política, apenas recorda do momento em que saiu de casa, travessura de criança, quando retornou e encontrou sua mãe morta.

Ao longo da história, aparecem personagem confessando seus crimes, mas após as torturas e lavagem cerebral, assim eles mesmos confessam e justificam seus atos como “Distúrbios Mentais”. E o Partido os apaga da história, excluindo todos os registros destes homens, documentos e qualquer vestígio de que existiram.

Algumas falas do personagem muito chamou minha atenção:

A frase: Big Brother is Watching You (“O Grande Irmão está te observando”) conota especificamente a vigilância invasiva frequente.

“Crime Mental significa a morte.”

“Tudo desaparece na neblina. O Passado é apagado, o que foi apagado é esquecido. A mentira torna-se verdade e logo vira mentira de novo.”

“A guerra é feita pelos dirigentes contra seus cidadãos. E seu objetivo não é a Vitória sobre a Eurasia ou Estasia… mas manter intacto o equilíbrio da sociedade.”
Encontrei um comentário na Wikipedia sobre o livro que muito se aplica ao que acontece no filme e conclui o objetivo da guerra constante, presente na obra de Orwell.

“No livro, Orwell expõe uma teoria da Guerra. Segundo ele, o objectivo da guerra não é vencer o inimigo nem lutar por uma causa. O objetivo da guerra é manter o poder das classes altas, limitando o acesso à educação, à cultura e aos bens materiais das classes baixas. A guerra serve para destruir os bens materiais produzidos pelos pobres e para impedir que eles acumulem cultura e riqueza e se tornem uma ameaça aos poderosos. Assim, um dos lemas do Partido, “guerra é paz”, é explicado no livro de Emmanuel Goldstein: “Uma paz verdadeiramente permanente seria o mesmo que a guerra permanente“. ( http://pt.wikipedia.org/wiki/1984_(livro) em 19 de maio de 2011.)

Tal obra faz é extremamente curiosa e recomendável, pois faz um paralelo entre os regimes totalitários de Hitler e Stalin, e cria um pano de fundo muito mais atraente do que o Drama dos personagens que nele aparecem, tal pano de fundo é criado com extrema delicadeza de descrição, prendendo a atenção do telespectador nas quase duas horas de filme. Depois dessas horas de filme, levamos um bom tempo para digerir como o controle do estado sobre o povo é perigoso e deve ser combatido, para evitar tais abusos a integridade do cidadão.


Revolução dos Bichos George Orwell [resenha]

Filme inspirado no livro de George Orwel, A Revolução dos Bichos.

Filme – A Revolução dos Bichos

Na primeira impressão mais parece um filme infantil que um filme adulto e político.

Logo no início do filme começamos a ver o fazendeiro bêbado trabalhando arando o campo que por acaso fica com as linhas na terra feitas com o arado completamente tortas, então este homem castiga seu cavalo (de nome Boxer), este que puxa o arado, mas neste momento uma cadela o defende e derruba seu dono no chão. Logo após o ocorrido, ela a cadela, conversa com o cavalo sobre uma reunião geral dos animais no celeiro, convocada pelo porco (de nome Old Major).

Muitas outras cenas vem ao decorrer, que exibem os problemas financeiros e com bebida do fazendeiro, o Senhor Jones, que deixa de alimentar os animais para economizar o dinheiro da ração para pagar seus outros gastos com a bebida e prazeres, contudo o armazém está repleto de alimento, cereais e outros que a fazenda produziu.

No celeiro na reunião geral dos animais, vemos que o porco Old Major, este que é uma alegoria a Karl Marx, pronunciando aos outros animais, lembrando a igualdade entre eles animais e expondo a exploração que sofrem por parte do fazendeiro (monarquia Czarina) e pelos homens (alegoria a nobreza), e que por meio de seus estudos ele acredita que a solução é a revolução contra o homem e a tomada da fazenda para ser administrada pelos animais.

Contudo esta Assembléia animal faz muito barulho e chama a atenção do Sr. Jones, que vai verificar o que está havendo no celeiro, que por acaso acredita que é alguma raposa ou outro animal molestando seus animais da fazenda, acidentalmente ele escorrega no barro do lado de fora do celeiro e dispara seu rifle, matando tragicamente o porco Old Major (podemos lembrar do ocorrido na praça vermelha, onde milhares de manifestantes russos foram assassinados pelo exército vermelho que continha a multidão), tornando-se um mártir para esta revolução que se torna concreta no dia seguinte liderada por dois outros porcos, Napoleon (este que representa o Stalin) e SnowBall (que representa Trotski), ambos eram o braço direito de Old Mjor e aprenderam os princípios com ele, a filosofia do Animalismo, mas são líderes diferentes em atitudes. Então os animais se organizam e tomam a fazenda, expulsando os proprietários falidos que eram donos da fazenda por gerações (a fazenda seria a Rússia e a geração de donos seria uma representação a hereditariedade monárquica).

Então a fazenda sob o controle dos animais, os porcos se destacam como líderes, em certos momentos há decisões feitas de comum acordo entre os animais, mas outras são a revelia da vontade dos porcos, que gradativamente vão se tornando autoritários, enquanto isso o porco Napoleon recruta os cães da fazenda para tornarem seus guardas (referência a KGB), sendo que muitos deles são os filhotes desmamados e capturados por Napoleon, da cadela que colaborou com a tomada da fazenda, a mesma que defendeu o cavalo no início da história.

Um dos porcos escreve na parede do celeiro todas as leis e decretos da Fazenda Animal (nome dado a fazenda pelos animais), leis que no início foram propostas por Old Major.

Até que em um determinado momento em uma Assembléia os animais discutem a criação do moinho que poderá facilitar a vida dos animais, SnowBall propõe uma votação e sugere reduzir a carga de trabalho, já Napoleon é contrario a redução de trabalho e acredita que o moinho poderá ser algo que aumente a produção da fazenda, surge aí o conflito de liderança entre SnowBall e Napoleon, então Napoleon que é autoritário não permite a liderança de SnowBall e Napoleon ordena que os cães vão a sua caça (lembrando a fulga de Trotski da URSS).

Com a fazenda sob o controle do déspota Napoleon, a qualidade de vida começa a piorar para os outros animais que sofrem novamente com a fome e trabalho excessivo. O mesmo porco que havia escrito as leis, torna-se o interlocutor e braço direito de Napoleon, com isso desfruta dos prazeres que Napoleon usufrui, assim durante a noite altera as leis adicionando palavras que distorcem seus ideais iniciais, como por exemplo, a lei de igualdade entre os animais e a proibição deles de dormirem em camas. Em algum momento antes ou após a expulsão de SnowBall, Napoleon e seu braço direito ocuparam a casa e começaram a viver do prazer de dormir em cama, comer (maça) e beber (leite), mas não permitiram tais regalias aos outros animais, fizeram decretos autoritários que proibiram o consumo de maças pelos outros animais e obrigaram a racionarem o leite.

Muitas outras “sujeiras” ocorrem no decorrer da trama. Temos a destruição do Moinho por sabotagem do fazendeiro e que por acaso Napoleon culpa SnowBall, para torna-lo inimigo de todos os animais. São criadas estátuas uma para Napoleon e outra para Old Major. Há a tentativa de tomada da fazenda pelos fazendeiros vizinhos que são logo expulsos, junto nesta tentativa estava presente o rico fazendeiro, foi este homem que o antigo dono da Fazenda Animal pede dinheiro emprestado para evitar perder a fazenda para os bancos. Para entender o que estava ocorrendo na Fazenda Animal os fazendeiros colocaram uma escuta para monitorá-la (lembrando as agências de Inteligências agindo para monitorar a URSS, durante o período da Guerra Fria).

Os fazendeiros ao compreender que os porcos eram os líderes, por meio da escuta, o Fazendeiro Rico (que podemos associar a Europa) decide negociar e comercializar produtos feitos na Fazenda Animal. Tal negociação foi um sucesso então a exploração dos animais e lucros dos porcos se tornam mais concretos, com este lucro e com a apresentação do Whisky aos porcos, estes tornam-se alcoólatras e gastam todo o lucro com o Whisky. Também caçam e prendem os animais que se tornam opositores do regime, ao verem tais explorações por parte dos dirigentes da Fazenda Animal.

Desta forma os porcos vão cada vez mais se igualando aos homens que foram combatidos pelos animais, assim os animais perceberam que a situação estava se repetindo e piorando gradativamente, então decidem fugir da fazenda para esperar sua queda ou sua auto-destruição, para então regressarem anos depois. Ou seja, a história termina com a queda do murro de Berlim ou então com a queda do muro que cercava a fazenda, isolando-a de todas as divisas.

Primeiras Leis:

1. Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo.

2. Qualquer coisa que ande sobre quatro pernas, ou tenha asas, é amigo.

3. Nenhum animal usará roupas.

4. Nenhum animal dormirá em cama.

5. Nenhum animal beberá álcool.

6. Nenhum animal matará outro animal.

7. Todos os animais são iguais.

Leis Alteradas:

4. Nenhum animal dormirá em cama com lençóis.

5. Nenhum animal beberá álcool em excesso.

6. Nenhum animal matará outro animal sem motivo.

7. Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros.

Este filme faz diversas analogias à história da URSS e o que estava acontecendo ao Mundo Bipolar, ele acrescenta e muito, pois nos faz associar História aos personagens animais, que parece uma obra voltada para crianças, mas que por de trás dela conta a trajetória do início ao fim da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.