"sua realidade segura por um fiapo de cabelo"

Queremos quebrar o tabu e tirar a cortina de fumaça de sua ignorância e resistência a informação, saia de sua moral irredutível!

Receba a informação e os argumentos que podem solucionar problemas sociais sérios que expus em outras publicações. Em dois ricos documentários, cheios de informação, embasamento teórico e prático, vemos a aplicação do modo de lidar com o assunto pela razão e saúde pública, os modelos ao qual sempre seguimos de civilização Eurocentrista. Devemos aceitar a maneira a qual lidam com as ditas “drogas”, nada mais são que substancias naturais e sintéticas semelhantes drogas farmacêuticas, até menos prejudiciais que elas. Sejamos racionais, vejamos os pontos e focos distintos dos quais nossa politica tratou do assunto sem razão e com a ignorância violenta.

FHC, no programa Esquenta, argumenta e pensa o assunto –

Resenhei juntos os argumentos de ambos os documentários “Quebrando o Tabu” e “Cortina de Fumaça“, expus os argumentos principais que direcionaram minha opnião sobre o assunto, sendo contra ou a favor eu aconselho a leitura ou apenas que assista.

Com humor inicio, com um ponto de vista preconceituoso que muitos podem ter compartilhado, ao qual discordo:

Documentário estilo Michael Moore do irmão maconheiro do Luciano Huck, sujeito que deve ter se interessado por cinema e fumava maconha, e talvez o pai descidiu colocar em uma facul de cinema na gringa, e o garoto adiquiriu um jeito peculiar de fazer documentário como dissertar um tema, mas o Cortina de Fumaça é de um maconheiro curioso, mais maconheiro quem fez a trilha sonora, este busca doutores e os empresários a ponto de vender o produto ou a manufatura do canhamo, e expor os benefícios da maconha.

Como solucionar o problema atual da violência ligadas ao narcotráfico. Ou seja, o problema de um mercado negro com comerciantes armados, é outro caminho, apenas termine com o produto, faça diferente.

“Nos anos 70, os Estados Unidos declararam Guerra às Drogas. O consumo de Drogas, cada vez mais foi definido como um crime punido com cadeia”.

Lutaram e lideraram esta Guerra, Richard Nixon, Ronald Regan e todos os últimos presidentes norte-americanos.

O Documentário inicia expondo a história do homem e o uso da cannabis em paralelo com as antigas civilizações e o uso de outros entorpecentes como o vinho na Grécia Antiga, até o uso medicinal nos dias da nossa civilização contemporânea, até o momento da proibição devido a resistência a contra-cultura hippie que era a maior consumidora de entorpecentes na sociedade da década de 70, a ponto de a proibição ser uma maneira de atingir a resistência política e opositora as guerras do Governo Norte-Americano, para isso Regan, atingiu este grupo buscando o produto consumido por eles.

A partir de então esta se tornou uma guerra ocidental da nação consumidora que busca aniquilar a matéria prima e as plantações das nações produtoras desta. A ponto de ter o apoio e liderança da ONU nesta questão cultural e moral que se aplica nas nações de primeiro mundo com seus paradigmas sociais e cristãos, que ignoram as outras culturas, como por exemplo a cultura andina e a produção da coca, esta que é a matéria prima da cocaína e está presente na cultura andina desde seu surgimento em rituais e crenças.

Então o FHC lidera a argumentação desta questão, como um trabalho acadêmico de um Sociólogo com a visão de um ex-presidente que seleciona os principais estadistas para argumentar junto dele o problema desta guerra, suas causa, o investimento sem retorno e por fim a busca da solução e o foco principal que o combate não é com o traficante e sim com o produto que deve ser tratado de outra maneira.

O documentário é apresentado e organizado de uma maneira que parece uma dissertação acadêmica, na seguinte organização:

Introdução.
A História.
O crescimento do poder do Narcotráfico.
A opressão policial.

Conta com o depoimento de ex-traficante e de um antigo-delegado desta guerra, entrevistados pelo Fernando Henrique que busca de um ponto a outro para colher informações para seu trabalho.

O helicóptero que desvia do tiro dos traficantes no morro.

É uma cidade em volta de um principado que é o Rio de Janeiro, uma cidade isolada da realidade.

Detalhes da Guerra e da população que sofre com essa violência entre facções rivais e a polícia, sofre entre esse combate que em consequência atinge o povo vulnerável a balas perdidas que resultam em um problema e um trauma social muito mais pesado do que qualquer problema causado em um usuário de droga.

Argumentação do problema e a política penal e suas falhas.

O médico Dr. Drauzio Varela, médico voluntário do Carandiru, expões os problemas dessa política de guerra que não funciona a ponto do crack que é atualmente a pior droga presente na sociedade não consegue ser vencido pelas operações policiais. Depois argumenta o comércio que é feito pelo próprio usuário que pode lucrar pouco com um produto que é extremamente valorizado.

FHC nos Estados Unidos colhe o depoimento do ex-presidente Bill Clinton, antigo líder da nação consumidora que liderou esta cruzada moral e política de uma guerra civil e mundial contra as drogas que nada mais são que um produto que caminha junto da humanidade. Expõe como não foi vitoriosa e foi a pior experiência proibicionista do governo dos EUA na década de 20, esta proibiu o álcool, o consumo e a venda. Exibem as consequências desta política e diante do crescimento do poder das facções ou máfias que cuidavam desde mercado negro que ascendeu de uma maneira violenta a ponto dos EUA terem de acabar com a proibição para solucionar este problema e extinguir o poder das máfias.

Argumenta o Ernesto Zedillo (Presidente do México 1994-2000), esta que é uma das maiores nações fornecedoras de drogas aos EUA, que em troca é o maior fornecedor de armas, que faz um ciclo constante:

O usuário (EUA) compra Drogas (MEXICO) vindas do México vendidas pelo Cartel de Drogas (MEXICO), este que compra armas dos EUA, e tudo isso tem como conseguência a violência nestas duas nações que partilham um comércio e um capital de giro vindo do consumo e que alimenta a violência devido a opressão do ESTADO que não permite tal transação comercial, de maneira que a opressão culpa o usuário e não compreende que isto é uma guerra perdida que recebe muito mais investimento que a educação, devido a um paradigma moral estabelecido em um outro momento da história Norte-Americana. Depois o momento mais crítico que é ignorado na opressão e no combate:

“Toda a culpa é atribuída à oferta e nunca à demanda.”
Carlos Fuentes – Escritor Mexicano (19:13)

E esta guerra é uma das maiores causadoras dos problemas sociais das nações produtoras que possuem uma organização narcotraficante extremamente forte e poderosa que chega a ser tão armada e poderosa que as nações que a combatem, como acontece na Colômbia, onde os narco-traficantes mais poderosos já estão ligados a política. Assim como expõe o Presidente da Colômbia César Gaviria (1990-1994), este que teve seus candidatos opositores mortos, sua irmã assassinada e um irmão sequestrado. Mostra como as redes narcotraficantes são os piores problemas em torno da sociedade que é molestada por essas redes mafiosas para nós.” (0:24:07). E esta guerra destrói plantações de coca da população colombiana que cultiva a centenas de anos por suas razões culturais e sagradas, e não atinge diretamente redes que estão ligadas aos crimes de sequestro que permitem o acumulo de capital para armar estes grupos de comerciantes de um simples produto consumido por uma parcela da população mundial.

Assim como um andino argumenta que a questão da proibição é uma cultura que oprime e massacra uma cultura mais fraca, “(…) Mascar a folha de coca é um ritual ancestral e sagrado população que sofre com essa destruição do cultivo que atinge também a plantação de alimentos e outros produtos cultivados.”

Fernando Henrique entrevista um Médico Voluntário do Carandiru, renomado Drauzio Varela, que simplesmente afirma que não haverá cadeia para tanta gente, para o antigo presidente e sociólogo, além disso mostra que há o uso de drogas na cadeia. O comparativo é feito com o Presidio de Segurança Máxima de Nova York (USA). Drauzio fala da impossibilidade de cura que não existe para a paciente (ao falar de drogas como o crack), e mostra como está presente o trafico e o uso na cadeia, esta que é vigiada e contralada de maneira rígida pelo Estado armado.

Logo seguimos ao depoimento de um ex-presidiário, este fala do sistema penal. Que não adianta nada a reclusão a ponto da cadeia ser como uma formação acadêmica do pior profissional do crime, o Network e a distribuição de vaga para o trafico, este que nada mais é que um vendedor ambulante, que age ou não com violência. E por de trás tem um enorme grupo assossiado do Cartel do poder do comércio da droga, ligados muitas vezes com autoridades políticas, militares e membros do judiciário.

Em sequência passa a dissertar da vida de um ex-policial que vê o fim de sua comunidade depois de encarceirar muitos por uso, posse e por trafico, vê que essa opressão foi feita e dirigida tão violentamente pelo presidente G. Bush, que diz: “que vai tratar disso como um crime que pode destruir sua vida, não importa, isto é guerra, vamos achar lugar onde por tanta gente,” e o policial se enoja ao ver a meta de ao prender, ou seja lucrar com a reclusão da liberdade de um indivíduo, o departamento tem mais lucro com tal ação de reclusão de parcela da população desfavorecida que tem oportunidade de trabalho no crime organizado, e assim torna-se meta de empresa. Assim restringe ao meio social uma grande parcela da população.

“Isso tudo remete ao trafico ilegal e à proibição das drogas” (0:34:25)

Em entrevista o Presidente Jimmy Carther argumenta diversos assuntos com razão e expõe sua experiência falha no combate desta guerra, ao dirigir a nação que liderou o combate global.

Qualquer policial criado na moral cristã ocidental é educado a oprimir o uso do intorpecente leve ou pesado. Embasado neste discurso do qual o intorpecente é ou não mais pesado, o sistema de segurança da Inglaterra estuda o ranking das piores drogas, onde afirma que o tabaco e o álcool são piores que a maconha e esctazy.

Que a sociedade compreenda o argumento do sociólogo preocupado com uma questão ignorada por políticas públicas e tratada com violência. Tais questões devem ser tratadas de maneiras racionais e dialogada junto da população. Contra, moderada ou militante a favor, todos devem expor e compreender o argumento do outro, mas que não sejamos cego, surdo e mudo.

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Vejam abaixo trechos e os documentários “Quebrando o Tabu” e “Cortina de Fumaça”:

Fernando Henrique Cardoso
Sociólogo e cientista político brasileiro, Cardoso foi presidente do Brasil por dois mandatos consecutivos.
Ele comenta sobre uso de drogas e liberdade individual.

Fernando H. Cardoso from COLETIVO PROJECTS on Vimeo.

Fernando Gabeira
Gabeira é escritor, jornalista e político.
Foi descrito pela revista Veja como “o guerrilheiro da lucidez, a materialização das utopias impossíveis”.Nesse trecho da entrevista ele comenta sobre a atual política de drogas.

Fernando Gabeira from COLETIVO PROJECTS on Vimeo.

‪Altas Horas com FHC falando sobre Quebrando o Tabu – ASSIRTIR: PARTE 1 PARTE 2

“Quebrando o Tabu” [DOCUMENTÁRIO COMPLETO] – SITETRAILER

“Cortina de Fumaça” [DOCUMENTÁRIO COMPLETO] – SITEEXIBIÇÃO LIVRE

Cortina de Fumaça from Missawa on Vimeo.

Cortina de Fumaça é um projeto independente, realizado pelo grupo COLETIVO Projects, movido pela vontade de colaborar na construção de uma sociedade mais equilibrada e alinhada com os princípios de liberdade, diversidade e tolerância. O documentário de 88 minutos, traz informação fundamentada para o grande público através de depoimentos nacionais e internacionais.

Busquem maiores informações:

DAR – Desentorpecendo A Razão – Coletivo Antiproibicionista de São Paulo – SITE

Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia – SITE | Documentos da Comissão

Drogas e Democracia: rumo a uma mudança de paradigma – Declaração da Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia – PDF

Quebrando o Tabu e a Comissao Global Sobre Drogas: LINK | OUTROS LINKS | RELEASE EM PDF

Debate realizado pelo Centro Acadêmico 22 de Agosto na PUC-SP com o tema “Legalização, Descriminalização da Maconha, Repercussão na Sociedade e Efeitos no Usuário” com participação do Delegado do Denarc, Dr. Luiz Carlos Magno e do advogado do IBCCRIM Dr. Cristiano Maronna. ASSISTIR

Entrevistas, videos e curiosidades:
Arnaldo Jabor – A descriminalização da maconha
‘Quebrando o Tabu’: drogas ficaram diabolizadas, diz psiquiatra
Diretor de ‘Quebrando o Tabu’: “me olhavam como se fosse maconheiro”
Entrevista de Fernando Grostein Andrade
Entrevista para a Época Cultura
Irmão de Luciano Huck, Fernando Grostein Andrade fala da admiração pelo apresentador
Eike Batista defende
Você é contra ou a favor à legalização da maconha?
JÔ Soares a favor da LEGALIZAÇÃO DAS DROGAS
Gilberto Gil assume fumar
‘Quebrando o Tabu’ fuma, mas não traga
Fernando Henrique Cardoso fala sobre descriminalização das drogas
Hemp – documentário
Super High Me: A dieta da cannabis (Legendado)

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