"sua realidade segura por um fiapo de cabelo"

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Revolta Popular – Riot São Paulo 18 junho 2013

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A manifestação teve início as 17hrs em frente a Prefeitura Municipal de São Paulo. Contudo após a ação direta de alguns manifestantes ao tentar ocupar a Prefeitura e mover a GCM (Guarda Civil Metropolitana) para dentro do prédio. Os manifestantes puderam agir e a revolta teve início.

Barricadas foram montadas nas principais vias de acesso a Prefeitura, um automóvel da Rede de Televisão Record foi incendiado, antes disso tentaram capotar o veículo, mas sem sucesso.

O ato teve como principal alvo os Bancos Itaú, Itaú Premiere e Bradesco, bancos que lucram com juros e débitos de correntistas. No ano de 2012 o Itaú Unibanco¹ teve lucro líquido recorrente de R$ 14 bilhões. E o Banco Bradesco² com lucro líquido de R$ 11,381 bilhões. Apesar da destruição das agências os Bancos continuam lucrando diariamente com a desgraça de grande parte da população endividada.

Também foram atacadas as lojas McDonalds, Americanas, Marisa e algumas outras da região da Praça do Patriarca. Podemos enquadrar os Atos como Revolta Popular Anti-Capitalista.

Nos dois sentidos do viaduto do Chá foram feitas barricadas para impedir a passagem da Tropa de Choque. As bandeiras do Estado e do Município foram removidas dos mastros incendiadas.

Dentre as tendências presentes, vimos que nacionalistas de Extrema Direita também fizeram ações, acompanhados por despolitizados que em sua maioria carregava a bandeira nacional. Esse grupo removeu umas das bandeiras incendiadas e ostentaram na frente do Teatro Municipal, lá começou o ato deste grupo que cantou hinos e pediu por pautas sugeridas pela mídia hegemônica. Contudo era minoria diante das diversas tendencias politicas presentes.

Vimos a presença da ESPN que gravou grande parte da Revolta, além da mídia independente.

Não deixamos de lembrar que o estopim teve início a partir da revindicação popular pela redução das tarifas de Transporte Público na Capital do Estado do São Paulo, a partir da chamada por Atos Unificados o Movimento Passe-Livre revindicou a redução imediata do aumento das passagens e a Tarifa Zero do transporte coletivo como direito social.

Fonte: [1] Itaú Unibanco encerra 2012 com lucro líquido recorrente de R$ 14 bilhões -https://www.itau.com.br/imprensa/releases/itau-unibanco-encerra-2012-com-l ucro-liquido-recorrente-de-r-14-bilhoes.html

[2] Lucro recorde do Bradesco em 2012 é o 4º maior da história dos bancos do país
http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2013/01/28/lucro-do-bradesco-em-2012-e-o-maior-da-historia-do-banco.htm

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Citação

:: Ode ao burguês :: Ópera do Bom Burguês ::

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:: Ode ao burguês ::  Mário de Andrade [1922]

Eu insulto o burguês! O burguês-níquel
o burguês-burguês!
A digestão bem-feita de São Paulo!
O homem-curva! O homem-nádegas!
O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,
é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!
Eu insulto as aristocracias cautelosas!
Os barões lampiões! Os condes Joões! Os duques zurros!
Que vivem dentro de muros sem pulos,
e gemem sangue de alguns mil-réis fracos
para dizerem que as filhas da senhora falam o francês
e tocam os “Printemps” com as unhas!

Eu insulto o burguês-funesto!
O indigesto feijão com toucinho, dono das tradições!
Fora os que algarismam os amanhãs!
Olha a vida dos nossos setembros!
Fará sol? Choverá? Arlequinal!
Mas as chuvas dos rosais
O êxtase fará sempre Sol!

Morte à gordura!
Morte às adiposidades cerebrais!
Morte ao burguês-mensal!
Ao burguês-cinema! Ao burguês-tiuguiri!

Padaria Suíssa! Morte viva ao Adriano!
_ Ai, filha, que te darei pelos teus anos?
_ Um colar… _ Conto e quinhentos!!!

_ Más nós morremos de fome!

Come! Come-te a ti mesmo, oh! Gelatina pasma!
Oh! Purée de batatas morais!
Oh! Cabelos na ventas! Oh! Carecas!
Ódio aos temperamentos regulares!
Ódio aos relógios musculares! Morte á infâmia!
Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados
Ódios aos sem desfalecimentos nem arrependimentos,
sempiternamente as mesmices convencionais!

De mãos nas costas! Marco eu o compasso! Eia!
Dois a dois! Primeira posição! Marcha!
Todos para a central do meu rancor inebriante!
Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio!
Morte ao burguês de giolhos,
cheirando religião e que não crê em Deus!
Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico!
Ódio fundamento, sem perdão!
Fora! Fu! Fora o bom burguês!…

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:: Ópera do Bom Burguês ::  Cia Estudo de Cena (companhiaestudodecena.com.br)

Burguês:
Entenda cidadão.
Se a farinha não se misturar com o fermento
Como se faz para crescer o pão?
Afinal, todos querem um aumento!

Burguês e empregada:
A sociedade é como esta receita
O povo, farinha do mesmo saco,
Precisa do fermento, o rico, sem suspeita
E não me encha o saco!

Empregada e burguês:
Não devemos mais lutar
Esqueçam nossa posição oposta
Todos terão lugar
Nesta mesa posta.

Coro dos trabalhadores:
Mas quem lava os pratos?
Quem tem fome de pão?

Burguês – citado:
Um outro mundo é possível!
Não perca a esperança
Sem a tempestade terrível
A corda não balança.

Burguês:
Fóruns, conselhos
Debates, pentelhos
Tudo para ouvir o pobre diabo
Tudo para ouvir o diabo do pobre

Empregada:
Vamos conversar
Para nada alterar
Um pacto social
Um ato inaugural
Burguês e empregada:
Para o rico triunfar!

Empregada – citado:
Negociar é um grande negócio para a humanidade
Andaremos na corda bamba com tranquilidade.

Coro dos trabalhadores:
Somos contorcionistas do presente, não temos coisa melhor
Se o corpo trava de antemão
Nossa bunda leva a pior
E o diabo amassa o pão.
(Passa a mão)

Burguês e empregada:
Ao final da corda, um acordo.
O pulo mortal para o reino das maravilhas
Seu corpo amortecido por mil mercadorias
Ao final da corda, um acordo.

Coro dos trabalhadores:
Ô da corda, ACORDA!
Este acordo enforca.

Somos pessoas em liquidação
Não é permitida a devolução .

O da corda, DISCORDA!
Este acordo enforca.

Burguês e empregada:
Entenda cidadão.
Se a farinha não se misturar com o fermento
Como se faz para crescer o pão?

Coro dos trabalhadores e empregada:
Temos uma solução para este assunto
O bom burguês
é um burguês defunto!

Burguês:
Mas o que é isso?!

Coro dos trabalhadores e empregada:
Temos uma solução para este assunto
O bom burguês
é um burguês defunto!

Burguês:
Eu sou amigo da minha empregada!

Coro dos trabalhadores e empregada:
Temos uma solução para este assunto
O bom burguês
é um burguês defunto!

Burguês:
Eu vou chamar chamar a polícia!

Coro dos trabalhadores e empregada:
Temos uma solução para este assunto
O bom burguês
é um burguês defunto!

Burguês:
Será que se morre de susto antes da queda?
Esfomeado:
Boa idéia! Pão com presunto!
Criança:
Hum! Que delícia!

Burguês:
Entenda cidadão.
Se a farinha não se misturar com o fermento
Como se faz para crescer o pão?
Afinal, todos querem um aumento!

Burguês e empregada:
A sociedade é como esta receita
O povo, farinha do mesmo saco,
Precisa do fermento, o rico, sem suspeita
E não me encha o saco!

Empregada e burguês:
Não devemos mais lutar
Esqueçam nossa posição oposta
Todos terão lugar
Nesta mesa posta.

Coro dos trabalhadores:
Mas quem lava os pratos?
Quem tem fome de pão?

Burguês – citado:
Um outro mundo é possível!
Não perca a esperança
Sem a tempestade terrível
A corda não balança.

Burguês:
Fóruns, conselhos
Debates, pentelhos
Tudo para ouvir o pobre diabo
Tudo para ouvir o diabo do pobre

Empregada:
Vamos conversar
Para nada alterar
Um pacto social
Um ato inaugural
Burguês e empregada:
Para o rico triunfar!

Empregada – citado:
Negociar é um grande negócio para a humanidade
Andaremos na corda bamba com tranquilidade.

Coro dos trabalhadores:
Somos contorcionistas do presente, não temos coisa melhor
Se o corpo trava de antemão
Nossa bunda leva a pior
E o diabo amassa o pão.
(Passa a mão)

Burguês e empregada:
Ao final da corda, um acordo.
O pulo mortal para o reino das maravilhas
Seu corpo amortecido por mil mercadorias
Ao final da corda, um acordo.

Coro dos trabalhadores:
Ô da corda, ACORDA!
Este acordo enforca.

Somos pessoas em liquidação
Não é permitida a devolução .

O da corda, DISCORDA!
Este acordo enforca.

Burguês e empregada:
Entenda cidadão.
Se a farinha não se misturar com o fermento
Como se faz para crescer o pão?

Coro dos trabalhadores e empregada:
Temos uma solução para este assunto
O bom burguês
é um burguês defunto!

Burguês:
Mas o que é isso?!

Coro dos trabalhadores e empregada:
Temos uma solução para este assunto
O bom burguês
é um burguês defunto!

Burguês:
Eu sou amigo da minha empregada!

Coro dos trabalhadores e empregada:
Temos uma solução para este assunto
O bom burguês
é um burguês defunto!

Burguês:
Eu vou chamar chamar a polícia!

Coro dos trabalhadores e empregada:
Temos uma solução para este assunto
O bom burguês
é um burguês defunto!

Burguês:
Será que se morre de susto antes da queda?
Esfomeado:
Boa idéia! Pão com presunto!
Criança:
Hum! Que delícia!

florestanfernandes

Vídeo

Pela Educação! Contra a política de educação do governo Alckmin 07 de outubro de 2013

“Escuta o que vou te dizer… Geraldo Fascista vá se fod3r e leva o Cabral, com você. o balance, balance.”

“O professor é meu amigo mexeu com ele mexeu comigo”

“Da copa, da copa eu abro mão, eu quero meu dinheiro pra saúde e educação”

“Vem, vem, vem pra rua vem contra o Governo…”

“Lutar… Criar… Poder Popular…”

“não estudou, vá estudar, pra não virar policia militar.”

“Fascistas! Fascistas! Não Passarão!”

“Só olhar não vai mudar…”

“O Povo unido não precisa de partido…”

Vídeo

“saia deste corpo que não te pertence…”, Gorfando o patriotismo e o nacionalismo.

A humanidade e os povos não tem fronteiras, somos a mesma espécie de animais classificados como humanos, esta é uma das únicas certezas que somos. E pertencermos a este bioma ou este organismo vivo que é o ambiente a nossa volta, animais e todos os seres vivos que dividem os espaços e ambientes conosco. Sem esquecer que nós seres humanos também fazemos parte deste organismo vivo.

gorfando_o_patriotismo

Além de não importar em qual parte do globo e em que terreno você nasceu, aquela terra como unidade nacional, foi limitada por uma ideia de criar uma possível unidade agremiando os povos com culturas distintas, autenticas e únicas, que pouco cabem numa fronteira espacial, apenas flutuam em muitos espaços comuns.

Não podemos nos limitar a crer nessa ideia de fronteira e nem conceber ou legitimar esses símbolos ideológicos nacionalistas criados, junto com a carga cultural de culto aos “heróis nacionais”. Desconstrua essa ideologia carregada que todos aprendem desde pequenos, cultuando nas escolas, com os esportes massificados e televisionados, e também em muitas outras esferas.

Sobre o futebol e Copa, o vemos como um controle ideológico, devido a grande especulação televisiva e da cultura de ser espectador, massificada pelos meios midiáticos, se não fosse esse além de exaltar a competição e a vitória a todo custo no futebol, e trazer com ela a ideia nacionalista pouco evidente para os leigos sobre a copa, de dividir os esportista por uniforme, bandeira e hino, e por fim promover uma competição.

Contudo há o paradoxo que valoriza a multiculturalidade, em que o sujeito esportista ao dividir espaços, socializar e ter contato com diversas culturas autenticas, outras concepções de mundo de sujeitos de várias regiões do globo, com isso é possível que ele, o esportista, caia em si sobre a fraternidade dos povos. Essa agremiação de povos é saudável.

Mas há toda uma carga negativa de uma esfera falsa criada, pois seu objetivo (a COPA) é o lucro e a partilha com os patrocinadores, ou seja, custo social ZERO, além de promover alta militarização dos lugares onde há a Copa, o dinheiro público é investido em armamento, sob o pretexto antiterrorista. Além de o Estado socializar com a população os custos dos Estádios, promove remoções forçadas e violentas, violações dos direitos humanos e não promove em variável alguma a seguridade social.

Quanto ao telespectador ou espectador que está no estádio ou em casa, a limitação da quadra é o que repercute à população: competição, bandeira e hino (valorizando os símbolos nacionais, processo de educação ideológica nacionalista), e diferença dos povos por uniforme carimbado com a bandeira nacional.

Podemos destacar o processo constante de valorização ou massificação da cultura futebolística, que está ligada ao Estado, é promovida constantemente por gerações e gerações de governos, democráticos e não democráticos. Observamos como aspectos resultantes: a grande doutrinação da população à cultuar este esporte massificado com a televisão, com o comércio de itens ligado ao futebol, promovendo a ideologia competitiva, o uso de símbolos nacionais e sua ostentação, a legitimação de fronteiras e Estados, além do grande Capital envolvido com o evento. O indivíduo alienado e ignorante que usa os símbolos nacionais em paralelo a idolatria ao futebol, que muitas vezes pouco sabe da origem dos símbolos e qual cultura ostenta, além de ser ignorante quanto a história do símbolo, pouco está ciente que está de acordo com senso comum. Também sem saber que está flertando com a construção ideológica nacionalista; militarista; traz um tanto de aspectos da cultura do velho Estado Monárquico; de uma velha República; de violência, segregação, escravidão, extermínios, pena de morte, de oligarquias e por fim capitalista rudimentar e de Estados não democráticos.

Sobre a bandeira, desconstrua e ajude a desconstruir, esclareça outros a sua volta, sobre essa ideologia dos símbolos nacionais e o patriotismo. Seja pela humanidade, fraternidade e irmandade dos povos, sem fronteiras, sem bandeiras.

ANTI_NACIONALISMO

Encontrei essa figura com o seguinte texto abaixo, esclarece sobre o significado dos símbolos. Adicionei algumas informações entre chaves “[ … ]”.

Fonte: http://www.anarquista.net/evolucao-da-bandeira-brasileira/

“Quando o Bra$il se tornou “independente” e quem assumiu o trono foi a própria família imperial portuguesa, esta foi a bandeira adotada, O verde é a cor da casa imperial de Bragança e o amarelo a cor da Casa de Habsburgo. O losango é uma referencia a maçonaria.

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Fig 1. [Bandeira do Império do Bra$il, por Debret].

Esta é a Bandeira provisória da República que foi “proclamada” por “militares”[a rústica ordem armada e bélica daquela época] sem participação popular e sem nenhuma resistência por parte da família imperial, estranhamente as cores da casa imperial ainda são mantidas e pelo desenho da bandeira fica clara a influência externa nessa ação militar.

Flag_of_Brazil_15-19_November.svg

Fig 2. [Primeira Bandeira Republicana, criada por Ruy Barbosa, usada entre 15 e 19 de novembro de 1889. (Fonte: Wikipedia / em outubro 2013)].

Essa é a bandeira atual adotada por positivistas militares é a mesma bandeira do império onde além da referencia maçônica se vê ao centro o cruzeiro do sul como uma forma de ressaltar o poder da religião católica sobre o povo.

de ponta cabaça mesmo.

de ponta cabaça, contra o nacionalismo que ela ostenta.

Fig 3. [Foi criada uma nova bandeira nacional, em 19 de novembro, com o lema positivista, “Ordem e Progresso”. Foram mantidas as cores verde e amarela da bandeira imperial. (Fonte: Wikipedia / em outubro 2013).]

E você aprendeu na escola que o verde eram as matas e o amarelo o ouro… Nas manifestações não levem bandeiras não cantem o Hino Nacional! O ufanismo e o patriotismo são valores fascistas que a extrema direita adora! (…) Essa revolta não é nacional é mundial [global]! Contra todo um sistema!”

Sobre as Ruas e o contexto político atual, segue a letra para reflexão:

Hino à Rua – Letra

Ela é mais que o asfalto onde eu piso
Ela é o caminho que nos leva à liberdade
Quando os povos oprimidos a conquistam
É a parte mais bonita da cidade
É ela quem escuta os nossos gritos
O riso, o choro, o lamento de dor
As bombas, disparos, os golpes brutais
De quem pratica a guerra e fala em paz

[Refrão]
Ela é dos cantos, das batucadas
É o povo unido quem a detém
É das bandeiras, das barricadas
Ela é de todos porque é de ninguém
Não é dos chefes, nem dos patrões
Não é uma posse, não é um bem
Nem dos Estados, nem das nações
Ela é de todos porque é de ninguém

OUÇA E ASSISTA ::

Hino à Rua — Canção das manifestações de junho e julho (2013). | Música e Video :: Coletivo Baderna Midiática | Música inspirada na canção da resistência italiana ao fascismo – Il Ribelli Della Montagna.

Mais de 400 textos em PDF – sobre história, sociologia, filosofia e outros temas

1082421_363188630475536_868957413_o– Textos de História e Ciências Sociais;

– Livros de Foucault, Proudhon, Hannah Arendt, Hobsbawm, Paulo Freire, Jean Paul Sartre, Ladislau Dowbor, Nietzsche, Rousseau, Carlo Ginzburg, Marc Bloch, Peter Burke,  Leon Tolstoi, Malatesta e outros;

– Textos Anarquistas;

– Clipagens e notícias da história recente;

– E outros…

Baixe e compartilhe: http://pt.scribd.com/aracf20m/documents

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O que dizem as máquinas

F. Pi y Arsuaga

Contos Anarquistas

Contos Anarquistas. Diversos Autores. Organizado por: Arnoni Prado, Foot Hardman e Claudia Leal.

O carvão em brasas crepita no forno; ferve borbulhante a água na caldeira; o pistão comprime o vapor; o pistão empurra a manivela; a manivela movimenta o eixo, faz girar o poderoso volante, e, enquanto a máquina ruge como um cansado monstro, a correia sem fim põe em movimento outros eixos e outras roda, outras correias e outras máquinas. A indústria marcha, a produção aumenta, o operário trabalha.

Como é belo o poder da inteligência humana! À sua invocação o movimento se multiplica e surgem o calor e a luz.

Mas ai!, a máquina ainda pode dizer ao operário:

– Não te orgulhes. Em nada te diferencias de mim. Instrumento de trabalho como eu, teu estômago, assim como eu forno recebe o carvão indispensável, só recebe o alimento estritamente suficiente para que continues a desempenhar tua função mecânica. Sou um instrumento mais valorizado que tu, porque és mais abundante e custas menos. Quando me desgasto, me substituem; quando te desgastas, te abandonam.

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É a mesma coisa; não a mesma coisa, pior; porque tua única vantagem, tua inteligência, converte-se então em desvantagem; a consciência de teu valor passado será teu tormento. Tu como eu, produzes, produzes, como eu, para os outros, e não para ti. Juntos construímos fortunas que te pertencem e que jamais desfrutas. Operário: apodera-te de mim; arranca-me  do braços do velho capital; teu matrimônio comigo é tua única salvação. Deixe de ser instrumento para que o instrumento te pertença. Te quero amo, senhor, não companheiro. O capital  me explora, só tu me fecundas. Só ti quero pertencer.

O chapeleiro, SP, ano I, n. 4, 1º de maio de 1904.

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OPERARIO SEC. XVIII

Modern Times (br/pt: Tempos Modernos) é um filme de 1936 do cineasta britânico Charles Chaplin, em que o seu famoso personagem “O Vagabundo” (The Tramp) tenta sobreviver em meio ao mundo moderno e industrializado. É considerado uma forte crítica ao capitalismo, militarismo, liberalismo, conservadorismo, stalinismo, fascismo, nazismo e imperialismo, bem como uma crítica aos maus tratos que os empregados passaram a receber depois da Revolução Industrial.

Nesse filme Chaplin quis passar uma mensagem social. Cada cena é trabalhada para que a mensagem chegue verdadeiramente tal qual seja. E nada parece escapar: máquina tomando o lugar dos homens, as facilidades que levam a criminalidade, a escravidão. O amor também surge, mas surge quase paternal: o de um vagabundo por uma menina de rua.

Tempos Modernos é ao mesmo tempo comédia, mesmo tempo drama e romance.

(fonte: Wikipedia – em 16 de dezembro de 2012 http://pt.wikipedia.org/wiki/Tempos_Modernos)

ASSISTA: Tempos Modernos – Charles Chaplin 

Elogio Da Dialética – Bertolt Brecht

Selo da antiga Alemanha Oriental estampando Brecht e uma cena de 'A Vida de Galileu.

A injustiça avança hoje a passo firme.

Os tiranos fazem planos para dez mil anos.

O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são.
Nenhuma voz além da dos que mandam.

E em todos os mercados proclama a exploração:
isto é apenas o meu começo.

Mas entre os oprimidos muitos há que agora dizem:
Aquilo que nòs queremos nunca mais o alcançaremos

Quem ainda está vivo não diga: nunca.
O que é seguro não é seguro.
As coisas não continuarão a ser como são.
Depois de falarem os dominantes,
falarão os dominados.
Quem pois ousa dizer: nunca?
De quem depende que a opressão prossiga? De nòs
De quem depende que ela acabe? Também de nòs

O que é esmagado que se levante!
O que está perdido, lute!
O que sabe ao que se chegou, que há aì que o retenha?
E nunca será: ainda hoje.
Porque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã.

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CONFIRA NA WIKIPEDIA: http://pt.wikipedia.org/wiki/Bertolt_Brecht

DIALÉTICA: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dial%C3%A9tica

“o mundo real não é o rancho da pamonha” – PINHEIRINHO

#POR ALKIMIN EM PINHEIRINHO
#NAO ME REPRESENTA
#PARE #ESTADO GENOCIDA
Tucano P$DB fazendo analogia aos nazistas pela atitude fascista tomada por este Estado Genocida em Pinheirinho.

Estar consciente da Luta de Classes nos permite compreender a violência como é posta em prática em suas batalhas injustas e genocidas. Lideradas por semelhantes favorecidos por um Estado que enriquece a minoria que controla as Construtoras e outros cartéis, que lucram com as ações na Cracolândia, nas desocupações no centro de São Paulo, nas queimadas das Favelas, e no caso do Pinheirinho.

Que liberdade é essa em que uma classe de homens mata a outra de fome?– Jacques Roux (1793)

O mesmo Estado que também aliena sua população (não excluindo a Classe Média, em sua zona de conforto), que vive o paraíso econômico e a ilusão de 1º Mundo, que não deixa de ser ilusão para os que vivem nele. Diante desta crença, todos aceitam passivamente sustentar os que gozam de suas economias esgotadas de tantos impostos que os consomem atônitos, mas que aceitam o custo da “felicidade” que o Estado não os proporciona, já que podem comprá-la com a diversão (álcool, novela, carnaval, futebol, cocaína, maconha e sexo) que os cegam diante de tanta felicidade comprada.

Não é possível a passividade, não é concebível a legitimidade de um Estado que não me representa e que patrocina as injustiças sociais, que enriquece com o sofrimento e triunfa com a morte da consciência de cidadania.

“A maioria estava dormindo quando eles entraram. Eu acordei com o barulho do helicóptero. Abri o portão e meu vizinho estava gritando. Eles já estavam quebrando. Não tinha como ficar. Eles entraram em casa atirando. É uma covardia o que eles estão fazendo” – Pinheirinho: Naji Nahas, Alckmin, imprensa e polícia contra 7 mil moradores pobres http://bit.ly/Ao8p0Q

A pseudo-democracia que vivemos hoje nos deixa indignados diante de tantas atrocidades patrocinadas pelo contribuinte, planejadas por uma corja Política e postas em pratica por homens covardes que pouco tem a fazer além de obedecer, cães de um Estado Terrorista que causa a morte de uma maioria posta como minoria.

Morador baleado na ação pode ficar paraplégico  http://bit.ly/yJDw8Y.

No caso do Pinheirinho e de outras ações que ferem a dignidade humana contra esta “minoria” de excluídos que são muitos. Famílias sem a Casa Própria, termo sempre apresentado como “O sonho da Casa Própria”, o qual não deixa de ser um direito do cidadão e não um apenas sonho, e deve ser possibilitado pela União e pelas Federações que a compõe. As famílias vivem uma realidade escondida da mídia televisiva que romantiza as tragédias da desigualdade. Homens, mulheres, idosos e crianças que sofrem com as ações do Estado e de uma Classe Média que aceita as atrocidades e atitudes fascistas de um Estado que realmente representa o grupo de poucos favorecidos.

Diante do ocorrido no passado 22 de janeiro de 2012, em Pinheirinho, comunidade destruída pelo Estado e pela Prefeitura de São José dos Campos, somos testemunha de uma série de embates contra o Direito Civil, Direitos Humanos, Constituição e outros que minha ignorância jurídica não permite ir além, mas que a razão não permite ignorar.

O Estado de São Paulo recusou a soberania e a liminar do Tribunal de Justiça Federal que exigia o descumprimento da ordem da Justiça Estadual. O TJF suspendeu a ordem e a legitimidade da ordem dada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, assinada por uma juíza, que em sua razão pouco racional e não humana permitiu a reintegração de posse do lote da massa falida da empresa de Naji FUCKING Nahas, sujeito protegido pela Justiça de São Paulo, pelo Prefeito de São José dos Campos e pelo nosso Excelentíssimo FÜHER Governador Geraldo PINHEIRINHO Alckmin.

“O grande e imperdoável erro do Judiciário e do Executivo (…)” – Professor de direito civil dá uma aula magna sobre Pinheirinho – e destrói Alckmin em plena Folha http://bit.ly/A6xZqP
“Há um conflito de competências (estadual e federal) e isso só pode ser solucionado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Houve quebra do pacto federativo“, segundo Ophir Cavalcante, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). – OAB classifica operação da PM como ‘ilegal’ http://bit.ly/yc0sLv

O que justifica tal mobilização da força Policial do Estado com o orçamento superior a 100 milhões? Algo muito acima ao investimento que seria possível caso investisse na moradia popular para as famílias daquela terra cheia de sangue do povo morto pela força que favorece com sua “justiça” a máfia da especulação imobiliária. Protegidos pelo Governo que tem posto em pratica de Ação Terrorista de Estado.

2 mil policiais militares, convocados em cerca de 33 municípios, incluindo a Rota e Tropa de Choque, que utilizaram 220 veículos, um carro blindado e dois helicópteros Águia, além de 40 cães e 100 cavalos, armamentos letais como pistolas e automáticas, balas de borracha e gás lacrimogêneo e pimenta.” – Pinheirinho: Naji Nahas, Alckmin, imprensa e polícia contra 7 mil moradores pobres http://bit.ly/Ao8p0Q

Em manifestações de autoridades e discursos oficiais vemos que a atitude tomada pelo Estado foi violenta e não legítima, mas este erro ainda esta sendo permitido. Contudo temos o pronunciamento da ONU que denunciou o Estado de São Paulo por violação dos direitos.

“A Constituição, ainda, garante a todos os cidadãos, como preceito fundamental, o direito à moradia (art. 6º, inserto no Título II, do Capítulo II, da CF).
Desse ponto de vista, a ocupação, para fins de moradia, de uma terra improdutiva, abandonada, sobre a qual o proprietário não exerce o direito de posse, que não serve sequer ao lazer e que pela sua localidade e tamanho precisa, necessariamente, atender a uma finalidade social, não é mera invasão. Trata-se, em verdade, de uma ação política que visa pôr à prova a eficácia dos preceitos constitucionais, cabendo esclarecer que essa não é uma temática exclusiva do meio rural já que as normas jurídicas mencionadas não fazem essa diferenciação e também a Constituição de 1988 passou a admitir o usucapião de imóveis urbanos (art. 183).” – O caso Pinheirinho: um desafio à cultura nacional, artigo de Jorge Luiz Souto Maior http://bit.ly/A4c4Xa

Abaixo há o pronunciamento do Defensor Público Federal, autoridade que foi desacatada pelo comandante da ação Policial ao não suspender a reintegração de posse. O Defensor Público presenciou tal atrocidade patrocinada pelo Estado e pelo contribuinte a uma operação não legitimada pela União.

Depoimento do defensor público Jairo Salvador 

Alguns levam tal questão como problema político da dualidade PSDB e PT. Não sou adepto a este teoria do jogo político, me atento aos discursos da população e da mídia independente que expõe o sofrimento causado pelo Estado a 1.200 famílias que tiveram suas casas demolidas, seus bens queimados, pilhados e destruídos pela maquina estatal, que protege e é “justa” para um homem que deve cerca de 16 milhões em IPTU para a prefeitura, e que a mesma justiça minimizou a divida deste sujeito para 1,6 milhão.

Além de toda a tragédia praticada temos o caso de estupro, exposto e relatado pelo Senador Suplicy em um pronunciamento no Senado: 

O que devemos fazer diante de um problema em que a opinião pública é manipulada pela mídia e aceita tais ações violentas patrocinadas pelo Estado?

Boato ou não há sete casos de morte que ainda são uma incógnita. Seriam os mártires desaparecidos do Pinheirinho, escondidos pelos órgãos municipais de São José dos Campos, pela PM, pelo IML e pelos hospitais.

Estamos diante de algo tão sujo que ao decorrer dos dias nada é comentado na Rede Globo, esta que em sua pseudo-neutralidade censura assuntos e temas que devem ser expostos a sociedade.

Não nos preocupamos com o problema que será apurado pela Assembléia Legislativa de São Paulo, pelo Ministério Público Federal e pela CPI (que está para ser deixada de lado pelo PSDB)? Ironizo a descrença no poder. Está claro o problema da violência e da verba pública mal aplicada em uma ação não legitima que quebrou o pacto Federal. Vamos exercer cidadania e GRITAR condenação aos que permitiram tal violação dos Direitos do Cidadão.

“Em frente à representação diplomática do Brasil na Alemanha, Argentina e França, estrangeiros e imigrantes brasileiros pediram justiça e manifestaram solidariedade aos desalojados sob cassetetes e tiros em Pinheirinho, no 22 de janeiro. (…) manifestantes chamaram a atenção dos que passavam pela embaixada brasileira em Paris. (…) em Berlim também se manifestou em apoio aos moradores da comunidade sob o lema: Todos somos Pinheirinho, com faixas de apoio também à greve de fome de Pedro Rios.” Após 9 dias de greve de fome em frente à Globo, Pedro Rios resiste bravamente http://bit.ly/wSs17l

“O pinheirinho… pinheirinho ó… a nossa luta aqui vale mais que ouro em pó”

O Massacre de Pinheirinho: A verdade não mora ao lado  http://www.youtube.com/watch?v=NBjjtc9BXXY

“Com que júbilo deve cada amigo bem informado da humanidade esperar pela dissolução do governo político! Essa máquina brutal, a única e eterna causa de todos os erros da humanidade, tem males de vários tipos incorporados à sua substituição, os quais não poderão ser removidos senão com a sua total destruição” Godwin, séc XIX.

“O capitalismo é o maior coveiro da qualidade de vida.” Florestan Fernandes, 1981.

Ler:

@BrAcorda – O Grito http://paper.li/BrAcorda/1323407767

Animais merecem dignidade. E as crianças, mulheres e homens merecem menos? Quanto vale a dignidade humana? – http://mariadapenhaneles.blogspot.com/2012/02/animais-merecem-dignidade-e-as-criancas.html

Defensoria desmonta história oficial de Pinheirinho – http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/02/03/defensoria-desmonta-historia-oficial-de-pinheirinho/

ONU vai denunciar violação de direitos humanos em SP
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,onu-vai-denunciar-violacao-de-direitos-humanos-em-sp-,826889,0.htm

‘Não deu tempo de pegar nada’, conta moradora
http://www.cartacapital.com.br/sociedade/liguei-para-o-190-com-medo-da-policia/

Ricardo Vilches: Tratores destroem casas e eletrodomésticos
http://www.viomundo.com.br/denuncias/richardo-vilches-tratores-destroem-casas-e-eletrodomesticos.html

Pinheirinho tem acessos controlados pela PM e jornalistas são vítimas de abuso policial
http://correiodobrasil.com.br/pinheirinho-tem-acessos-controlados-pela-pm-e-jornalistas-sao-vitimas-de-abuso-policial/362762/

Pedro Rios está no décimo primeiro dia da greve de fome http://correiodobrasil.com.br/pedro-rios-esta-no-decimo-primeiro-dia-da-greve-de-fome/373864/

Pinheirinho não é um caso isolado – Ação no Pinheirinho viola direitos, diz relatora da ONU http://raquelrolnik.wordpress.com/2012/01/27/pinheirinho-nao-e-um-caso-isolado/

Defensoria desmonta história oficial de Pinheirinho http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/02/03/defensoria-desmonta-historia-oficial-de-pinheirinho/

Pinheirinho: Suplicy ouviu relatos de estupros cometidos pela PM http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=1&id_noticia=174848

O fascismo dos “meninos do Rio”  http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5454

Os flagelados do Judiciário http://www.tijolaco.com/os-flagelados-do-judiciario/

Construtoras que doaram a Kassab ganham mais de R$ 2 bilhões em contratos http://correiodobrasil.com.br/construtoras-que-doaram-a-kassab-ganham-mais-de-r-2-bilhoes-em-contratos/373715/

Pensamento sobre o Anarco-Primitivismo

A guerra de ideologia anarco-primitivista luta por uma sociedade livre de fato exercendo a liberdade na qual torna-se uma vanguarda de esquerda, diante de uma sociedade democrática, porem não democrática de fato. Embate os bens e a modernidade que busca a constante reinvenção de objetos que entram no consumo desenfreado, ligado ao capitalismo. Busca da simplicidade da vida e da sua estrutura, e a não utilidade da gama de objetos que são recriados a grandes quantidades e escalas, tornando-os lixo excessivo inutilizado.

Esta luta vem a ser de extrema esquerda, com atitudes de vangurda e conservadora diante dos modos de vida adotados na pós-modernidade. Ao adotar a postura de Anarco-primitivista, o sujeito e o “EU” tem de matar a propriedade de fato. Esta que é exposta diante da intimidade entre o proprietário do bem de consumo, ou seja, o dono do objeto e o objeto. Assim ter realmente a postura de não ser detentor do objeto. Para não ser proprietário e assim não pensar nos interesses de um possuidor disso.

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LER: http://paper.li/BrAcorda/1323407767

Queremos quebrar o tabu e tirar a cortina de fumaça de sua ignorância e resistência a informação, saia de sua moral irredutível!

Receba a informação e os argumentos que podem solucionar problemas sociais sérios que expus em outras publicações. Em dois ricos documentários, cheios de informação, embasamento teórico e prático, vemos a aplicação do modo de lidar com o assunto pela razão e saúde pública, os modelos ao qual sempre seguimos de civilização Eurocentrista. Devemos aceitar a maneira a qual lidam com as ditas “drogas”, nada mais são que substancias naturais e sintéticas semelhantes drogas farmacêuticas, até menos prejudiciais que elas. Sejamos racionais, vejamos os pontos e focos distintos dos quais nossa politica tratou do assunto sem razão e com a ignorância violenta.

FHC, no programa Esquenta, argumenta e pensa o assunto –

Resenhei juntos os argumentos de ambos os documentários “Quebrando o Tabu” e “Cortina de Fumaça“, expus os argumentos principais que direcionaram minha opnião sobre o assunto, sendo contra ou a favor eu aconselho a leitura ou apenas que assista.

Com humor inicio, com um ponto de vista preconceituoso que muitos podem ter compartilhado, ao qual discordo:

Documentário estilo Michael Moore do irmão maconheiro do Luciano Huck, sujeito que deve ter se interessado por cinema e fumava maconha, e talvez o pai descidiu colocar em uma facul de cinema na gringa, e o garoto adiquiriu um jeito peculiar de fazer documentário como dissertar um tema, mas o Cortina de Fumaça é de um maconheiro curioso, mais maconheiro quem fez a trilha sonora, este busca doutores e os empresários a ponto de vender o produto ou a manufatura do canhamo, e expor os benefícios da maconha.

Como solucionar o problema atual da violência ligadas ao narcotráfico. Ou seja, o problema de um mercado negro com comerciantes armados, é outro caminho, apenas termine com o produto, faça diferente.

“Nos anos 70, os Estados Unidos declararam Guerra às Drogas. O consumo de Drogas, cada vez mais foi definido como um crime punido com cadeia”.

Lutaram e lideraram esta Guerra, Richard Nixon, Ronald Regan e todos os últimos presidentes norte-americanos.

O Documentário inicia expondo a história do homem e o uso da cannabis em paralelo com as antigas civilizações e o uso de outros entorpecentes como o vinho na Grécia Antiga, até o uso medicinal nos dias da nossa civilização contemporânea, até o momento da proibição devido a resistência a contra-cultura hippie que era a maior consumidora de entorpecentes na sociedade da década de 70, a ponto de a proibição ser uma maneira de atingir a resistência política e opositora as guerras do Governo Norte-Americano, para isso Regan, atingiu este grupo buscando o produto consumido por eles.

A partir de então esta se tornou uma guerra ocidental da nação consumidora que busca aniquilar a matéria prima e as plantações das nações produtoras desta. A ponto de ter o apoio e liderança da ONU nesta questão cultural e moral que se aplica nas nações de primeiro mundo com seus paradigmas sociais e cristãos, que ignoram as outras culturas, como por exemplo a cultura andina e a produção da coca, esta que é a matéria prima da cocaína e está presente na cultura andina desde seu surgimento em rituais e crenças.

Então o FHC lidera a argumentação desta questão, como um trabalho acadêmico de um Sociólogo com a visão de um ex-presidente que seleciona os principais estadistas para argumentar junto dele o problema desta guerra, suas causa, o investimento sem retorno e por fim a busca da solução e o foco principal que o combate não é com o traficante e sim com o produto que deve ser tratado de outra maneira.

O documentário é apresentado e organizado de uma maneira que parece uma dissertação acadêmica, na seguinte organização:

Introdução.
A História.
O crescimento do poder do Narcotráfico.
A opressão policial.

Conta com o depoimento de ex-traficante e de um antigo-delegado desta guerra, entrevistados pelo Fernando Henrique que busca de um ponto a outro para colher informações para seu trabalho.

O helicóptero que desvia do tiro dos traficantes no morro.

É uma cidade em volta de um principado que é o Rio de Janeiro, uma cidade isolada da realidade.

Detalhes da Guerra e da população que sofre com essa violência entre facções rivais e a polícia, sofre entre esse combate que em consequência atinge o povo vulnerável a balas perdidas que resultam em um problema e um trauma social muito mais pesado do que qualquer problema causado em um usuário de droga.

Argumentação do problema e a política penal e suas falhas.

O médico Dr. Drauzio Varela, médico voluntário do Carandiru, expões os problemas dessa política de guerra que não funciona a ponto do crack que é atualmente a pior droga presente na sociedade não consegue ser vencido pelas operações policiais. Depois argumenta o comércio que é feito pelo próprio usuário que pode lucrar pouco com um produto que é extremamente valorizado.

FHC nos Estados Unidos colhe o depoimento do ex-presidente Bill Clinton, antigo líder da nação consumidora que liderou esta cruzada moral e política de uma guerra civil e mundial contra as drogas que nada mais são que um produto que caminha junto da humanidade. Expõe como não foi vitoriosa e foi a pior experiência proibicionista do governo dos EUA na década de 20, esta proibiu o álcool, o consumo e a venda. Exibem as consequências desta política e diante do crescimento do poder das facções ou máfias que cuidavam desde mercado negro que ascendeu de uma maneira violenta a ponto dos EUA terem de acabar com a proibição para solucionar este problema e extinguir o poder das máfias.

Argumenta o Ernesto Zedillo (Presidente do México 1994-2000), esta que é uma das maiores nações fornecedoras de drogas aos EUA, que em troca é o maior fornecedor de armas, que faz um ciclo constante:

O usuário (EUA) compra Drogas (MEXICO) vindas do México vendidas pelo Cartel de Drogas (MEXICO), este que compra armas dos EUA, e tudo isso tem como conseguência a violência nestas duas nações que partilham um comércio e um capital de giro vindo do consumo e que alimenta a violência devido a opressão do ESTADO que não permite tal transação comercial, de maneira que a opressão culpa o usuário e não compreende que isto é uma guerra perdida que recebe muito mais investimento que a educação, devido a um paradigma moral estabelecido em um outro momento da história Norte-Americana. Depois o momento mais crítico que é ignorado na opressão e no combate:

“Toda a culpa é atribuída à oferta e nunca à demanda.”
Carlos Fuentes – Escritor Mexicano (19:13)

E esta guerra é uma das maiores causadoras dos problemas sociais das nações produtoras que possuem uma organização narcotraficante extremamente forte e poderosa que chega a ser tão armada e poderosa que as nações que a combatem, como acontece na Colômbia, onde os narco-traficantes mais poderosos já estão ligados a política. Assim como expõe o Presidente da Colômbia César Gaviria (1990-1994), este que teve seus candidatos opositores mortos, sua irmã assassinada e um irmão sequestrado. Mostra como as redes narcotraficantes são os piores problemas em torno da sociedade que é molestada por essas redes mafiosas para nós.” (0:24:07). E esta guerra destrói plantações de coca da população colombiana que cultiva a centenas de anos por suas razões culturais e sagradas, e não atinge diretamente redes que estão ligadas aos crimes de sequestro que permitem o acumulo de capital para armar estes grupos de comerciantes de um simples produto consumido por uma parcela da população mundial.

Assim como um andino argumenta que a questão da proibição é uma cultura que oprime e massacra uma cultura mais fraca, “(…) Mascar a folha de coca é um ritual ancestral e sagrado população que sofre com essa destruição do cultivo que atinge também a plantação de alimentos e outros produtos cultivados.”

Fernando Henrique entrevista um Médico Voluntário do Carandiru, renomado Drauzio Varela, que simplesmente afirma que não haverá cadeia para tanta gente, para o antigo presidente e sociólogo, além disso mostra que há o uso de drogas na cadeia. O comparativo é feito com o Presidio de Segurança Máxima de Nova York (USA). Drauzio fala da impossibilidade de cura que não existe para a paciente (ao falar de drogas como o crack), e mostra como está presente o trafico e o uso na cadeia, esta que é vigiada e contralada de maneira rígida pelo Estado armado.

Logo seguimos ao depoimento de um ex-presidiário, este fala do sistema penal. Que não adianta nada a reclusão a ponto da cadeia ser como uma formação acadêmica do pior profissional do crime, o Network e a distribuição de vaga para o trafico, este que nada mais é que um vendedor ambulante, que age ou não com violência. E por de trás tem um enorme grupo assossiado do Cartel do poder do comércio da droga, ligados muitas vezes com autoridades políticas, militares e membros do judiciário.

Em sequência passa a dissertar da vida de um ex-policial que vê o fim de sua comunidade depois de encarceirar muitos por uso, posse e por trafico, vê que essa opressão foi feita e dirigida tão violentamente pelo presidente G. Bush, que diz: “que vai tratar disso como um crime que pode destruir sua vida, não importa, isto é guerra, vamos achar lugar onde por tanta gente,” e o policial se enoja ao ver a meta de ao prender, ou seja lucrar com a reclusão da liberdade de um indivíduo, o departamento tem mais lucro com tal ação de reclusão de parcela da população desfavorecida que tem oportunidade de trabalho no crime organizado, e assim torna-se meta de empresa. Assim restringe ao meio social uma grande parcela da população.

“Isso tudo remete ao trafico ilegal e à proibição das drogas” (0:34:25)

Em entrevista o Presidente Jimmy Carther argumenta diversos assuntos com razão e expõe sua experiência falha no combate desta guerra, ao dirigir a nação que liderou o combate global.

Qualquer policial criado na moral cristã ocidental é educado a oprimir o uso do intorpecente leve ou pesado. Embasado neste discurso do qual o intorpecente é ou não mais pesado, o sistema de segurança da Inglaterra estuda o ranking das piores drogas, onde afirma que o tabaco e o álcool são piores que a maconha e esctazy.

Que a sociedade compreenda o argumento do sociólogo preocupado com uma questão ignorada por políticas públicas e tratada com violência. Tais questões devem ser tratadas de maneiras racionais e dialogada junto da população. Contra, moderada ou militante a favor, todos devem expor e compreender o argumento do outro, mas que não sejamos cego, surdo e mudo.

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Vejam abaixo trechos e os documentários “Quebrando o Tabu” e “Cortina de Fumaça”:

Fernando Henrique Cardoso
Sociólogo e cientista político brasileiro, Cardoso foi presidente do Brasil por dois mandatos consecutivos.
Ele comenta sobre uso de drogas e liberdade individual.

Fernando H. Cardoso from COLETIVO PROJECTS on Vimeo.

Fernando Gabeira
Gabeira é escritor, jornalista e político.
Foi descrito pela revista Veja como “o guerrilheiro da lucidez, a materialização das utopias impossíveis”.Nesse trecho da entrevista ele comenta sobre a atual política de drogas.

Fernando Gabeira from COLETIVO PROJECTS on Vimeo.

‪Altas Horas com FHC falando sobre Quebrando o Tabu – ASSIRTIR: PARTE 1 PARTE 2

“Quebrando o Tabu” [DOCUMENTÁRIO COMPLETO] – SITETRAILER

“Cortina de Fumaça” [DOCUMENTÁRIO COMPLETO] – SITEEXIBIÇÃO LIVRE

Cortina de Fumaça from Missawa on Vimeo.

Cortina de Fumaça é um projeto independente, realizado pelo grupo COLETIVO Projects, movido pela vontade de colaborar na construção de uma sociedade mais equilibrada e alinhada com os princípios de liberdade, diversidade e tolerância. O documentário de 88 minutos, traz informação fundamentada para o grande público através de depoimentos nacionais e internacionais.

Busquem maiores informações:

DAR – Desentorpecendo A Razão – Coletivo Antiproibicionista de São Paulo – SITE

Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia – SITE | Documentos da Comissão

Drogas e Democracia: rumo a uma mudança de paradigma – Declaração da Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia – PDF

Quebrando o Tabu e a Comissao Global Sobre Drogas: LINK | OUTROS LINKS | RELEASE EM PDF

Debate realizado pelo Centro Acadêmico 22 de Agosto na PUC-SP com o tema “Legalização, Descriminalização da Maconha, Repercussão na Sociedade e Efeitos no Usuário” com participação do Delegado do Denarc, Dr. Luiz Carlos Magno e do advogado do IBCCRIM Dr. Cristiano Maronna. ASSISTIR

Entrevistas, videos e curiosidades:
Arnaldo Jabor – A descriminalização da maconha
‘Quebrando o Tabu’: drogas ficaram diabolizadas, diz psiquiatra
Diretor de ‘Quebrando o Tabu’: “me olhavam como se fosse maconheiro”
Entrevista de Fernando Grostein Andrade
Entrevista para a Época Cultura
Irmão de Luciano Huck, Fernando Grostein Andrade fala da admiração pelo apresentador
Eike Batista defende
Você é contra ou a favor à legalização da maconha?
JÔ Soares a favor da LEGALIZAÇÃO DAS DROGAS
Gilberto Gil assume fumar
‘Quebrando o Tabu’ fuma, mas não traga
Fernando Henrique Cardoso fala sobre descriminalização das drogas
Hemp – documentário
Super High Me: A dieta da cannabis (Legendado)